Poemas - Tema: Cidade

29 Poemas

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Eu Sou do Tamanho do que Vejo (1)

Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo.../ Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer/ Porque eu sou do tamanho do que vejo/ E não, do tamanho da minha altur...

Lisbon Revisited (1923) (2)

NÃO: Não quero nada. / Já disse que não quero nada. / / Não me venham com conclusões! / A única conclusão é morrer. / / Não me tragam estéticas! / Não me falem em moral! / / Tirem-me daqui a metafísi...

Retrato do Povo de Lisboa (3)

É da torre mais alta do meu pranto/ que eu canto este meu sangue este meu povo./ Dessa torre maior em que apenas sou grande/ por me cantar de novo./ / Cantar como quem despe a ganga da tristeza/ e põ...

Lisboa (4)

Lisboa com suas casas / De várias cores, / Lisboa com suas casas / De várias cores, / Lisboa com suas casas / De várias cores... / À força de diferente, isto é monótono. / Como à força de sentir, fic...

Num Bairro Moderno (5)

Dez horas da manhã; os transparentes/ Matizam uma casa apalaçada;/ Pelos jardins estancam-se as nascentes,/ E fere a vista, com brancuras quentes,/ A larga rua macadamizada./ / Rez-de-chaussée repous...

Balada de Lisboa (6)

Em cada esquina te vais/ Em cada esquina te vejo/ Esta é a cidade que tem/ Teu nome escrito no cais/ A cidade onde desenho/ Teu rosto com sol e Tejo/ / Caravelas te levaram/ Caravelas te perderam/ Es...

Lisbon Revisited (1926) (7)

Nada me prende a nada. / Quero cinqüenta coisas ao mesmo tempo. / Anseio com uma angústia de fome de carne / O que não sei que seja - / Definidamente pelo indefinido... / Durmo irrequieto, e vivo num...

Ontem à Tarde um Homem das Cidades (8)

Ontem à tarde um homem das cidades/ Falava à porta da estalagem./ Falava comigo também./ Falava da justiça e da luta para haver justiça/ E dos operários que sofrem,/ E do trabalho constante, e dos qu...

Uma Cidade (9)

Uma cidade pode ser/ apenas um rio, uma torre, uma rua/ com varandas de sal e gerânios/ de espuma. Pode/ ser um cacho/ de uvas numa garrafa, uma bandeira/ azul e branca, um cavalo/ de crinas de algod...

O Mapa (10)

Olho o mapa da cidade/ Como quem examinasse/ A anatomia de um corpo.../ / (É nem que fosse o meu corpo!)/ / Sinto uma dor infinita/ Das ruas de Porto Alegre/ Onde jamais passarei.../ / Há tanta esqui...

Os Pássaros de Londres (11)

Os pássaros de Londres/ cantam todo o inverno/ como se o frio fosse/ o maior aconchego/ nos parques arrancados/ ao trânsito automóvel/ nas ruas da neve negra/ sob um céu sempre duro/ os pássaros de L...

E de Novo, Lisboa... (12)

E de novo, Lisboa, te remancho,/ numa deriva de quem tudo olha/ de viés: esvaído, o boi no gancho,/ ou o outro vermelho que te molha./ / Sangue na serradura ou na calçada,/ que mais faz se é de homem...

Para As Raparigas de Coimbra (13)

1/ / Ó choupo magro e velhinho,/ Corcundinha, todo aos nós:/ És tal qual meu avôzinho,/ Falta-te apenas a voz./ / 2/ / Minha capa vos acoite/ Que é p'ra vos agazalhar:/ Se por fóra é cor da noite,/ P...

Poema da Memória (14)

Havia no meu tempo um rio chamado Tejo/ que se estendia ao Sol na linha do horizonte./ Ia de ponta a ponta, e aos seus olhos parecia/ exactamente um espelho/ porque, do que sabia,/ só um espelho com ...

Londres (15)

Vagueio por estas ruas violadas,/ Do violado Tamisa ao derredor,/ E noto em todas as faces encontradas/ Sinais de fraqueza e sinais de dor./ / Em toda a revolta do Homem que chora,/ Na Criança que gr...

Cidadania (16)

Buquê de ruídos úteis/ o dia. O tom mais púrpura/ do avião sobressai/ locomovida rosa pública./ / Entre os edifícios a acácia/ de antigamente ainda ousa/ trazer ao cimo a folhagem/ sua dor de apertad...

Divórcio (17)

Cidade muda, rente a meu lado,/ Como um fantasma sob a neblina.../ Há cem mil rostos. Tanto soldado/ E tanto abraço desesperado/ Nesta cidade tão masculina!/ / Cidade muda como um soldado./ / Cidade ...

Os Namorados Lisboetas (18)

Entre o olival e a vinha/ o Tejo líquido jumento/ sua solar viola afina/ a todo o azul do seu comprimento/ / tendo por lânguida bainha/ barcaças de bacia larga/ que possessas de ócio animam/ o sol a ...

A Praça (19)

A praça da Figueira de manhã, / Quando o dia é de sol (como acontece / Sempre em Lisboa), nunca em mim esquece, / Embora seja uma memória vã. / / Há tanta coisa mais interessante / Que aquele lugar l...

Toledo (20)

Diluído numa taça de oiro a arder/ Toledo é um rubi. E hoje é só nosso!/ O sol a rir... Vivalma... Não esboço/ Um gesto que me não sinta esvaecer.../ / As tuas mãos tacteiam-me a tremer.../ Meu corpo...
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