Poemas - Tema: Ilusão

19 Poemas



Perdi os Meus Fantásticos Castelos (1)

Perdi meus fantásticos castelos/ Como névoa distante que se esfuma.../ Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:/ Quebrei as minhas lanças uma a uma!/ / Perdi minhas galeras entre os gelos/ Que se a...

Põe-me as Mãos nos Ombros... (2)

Põe-me as mãos nos ombros.../ Beija-me na fronte.../ Minha vida é escombros,/ A minha alma insonte./ / Eu não sei por quê,/ Meu desde onde venho,/ Sou o ser que vê,/ E vê tudo estranho./ / Põe a tua ...

Dorme Sobre o Meu Seio (3)

Dorme sobre o meu seio,/ Sonhando de sonhar.../ No teu olhar eu leio/ Um lúbrico vagar./ Dorme no sonho de existir/ E na ilusão de amar./ / Tudo é nada, e tudo/ Um sonho finge ser./ O ‘spaço negro é ...

Os Dois Horizontes (4)

Dois horizontes fecham nossa vida:/ / Um horizonte, — a saudade/ Do que não há de voltar;/ Outro horizonte, — a esperança/ Dos tempos que hão de chegar;/ ...

Conta a Lenda que Dormia (5)

Conta a lenda que dormia/ Uma Princesa encantada/ A quem só despertaria/ Um Infante, que viria/ De além do muro da estrada./ / Ele tinha que, tentado,/ Vencer o mal e o bem,/ Antes que, já libertado,...

Ilusão Perdida (6)

Florida ilusão que em mim deixaste/ a lentidão duma inquietude/ vibrando em meu sentir tu juntaste/ todos os sonhos da minha juventude./ / Depois dum amargor tu afastaste-te,/ e a princípio não perce...

Hora que Passa (7)

Vejo-me triste, abandonada e só/ Bem como um cão sem dono e que o procura/ Mais pobre e desprezada do que Job/ A caminhar na via da amargura!/ / Judeu Errante que a ninguém faz dó!/ Minh'alma triste,...

Reticências (8)

Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na acção. / Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado; / Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer c...

Horas Vivas (9)

Noite: abrem-se as flores.../ Que esplendores!/ Cíntia sonha amores/ Pelo céu./ Tênues as neblinas/ Às campinas/ Descem das colinas,/ Como um véu./ / Mãos em m...

Transcendentalismo (10)

(A J. P. Oliveira Martins)/ / Já sossega, depois de tanta luta,/ Já me descansa em paz o coração./ Caí na conta, enfim, de quanto é vão/ O bem que ao Mundo e à Sorte se disputa./ / Penetrando, com fr...

Fosse eu Apenas, não Sei Onde ou Como (11)

Fosse eu apenas, não sei onde ou como,/ Uma coisa existente sem viver,/ Noite de Vida sem amanhecer/ Entre as sirtes do meu dourado assomo..../ / Fada maliciosa ou incerto gnomo/ Fadado houvesse de n...

As Minhas Ilusões (12)

Hora sagrada dum entardecer/ De Outono, à beira-mar, cor de safira,/ Soa no ar uma invisível lira .../ O sol é um doente a enlanguescer .../ / A vaga estende os braços a suster,/ Numa dor de revolta ...

Fresta (13)

Em meus momentos escuros/ Em que em mim não há ninguém,/ E tudo é névoas e muros/ Quanto a vida dá ou tem,/ / Se, um instante, erguendo a fronte/ De onde em mim sou aterrado,/ Vejo o longínquo horizo...

Ruínas (14)

Se é sempre Outono o rir das Primaveras,/ Castelos, um a um, deixa-os cair.../ Que a vida é um constante derruir/ De palácios do Reino das Quimeras!/ / E deixa sobre as ruínas crescer heras,/ Deixa-a...

Maria das Quimeras (15)

Maria das Quimeras me chamou/ Alguém.. Pelos castelos que eu ergui/ P'las flores d'oiro e azul que a sol teci/ Numa tela de sonho que estalou./ / Maria das Quimeras me ficou;/ Com elas na minh'alma a...

Torre de Névoa (16)

Subi ao alto, à minha Torre esguia,/ Feita de fumo, névoas e luar,/ E pus-me, comovida, a conversar/ Com os poetas mortos, todo o dia./ / Contei-lhes os meus sonhos, a alegria/ Dos versos que são meu...

Não Deixeis um Grande Amor (17)

Aos poucos apercebi-me do modo/ desolado incerto quase eventual/ com que morava em minha casa/ / assim ele habitou cidades/ desprovidas/ ou os portos levantinos a que/ se ligava apenas por saber/ que...

Indução (18)

Há em todas as coisas/ a marca estranha/ da minha presença. / / Sons, palavras, imagens,/ tudo eu desfiguro e torno falso./ / As pessoas, à minha volta,/ deslizam vagamente como sonâmbulos/ - fantoch...

Das Unnennbare (19)

Oh quimera, que passas embalada/ Na onda de meus sonhos dolorosos,/ E roças co'os vestidos vaporosos/ A minha fronte pálida e cansada!/ / Leva-te o ar da noite sossegada.../ Pergunto em vão, com olho...


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