Poemas - Tema: Juventude

29 Poemas

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Até Amanhã (1)

Sei agora como nasceu a alegria,/ como nasce o vento entre barcos de papel,/ como nasce a água ou o amor/ quando a juventude não é uma lágrima./ / É primeiro só um rumor de espuma/ à roda do corpo q...

Menina e Moça (2)

Está naquela idade inquieta e duvidosa,/ Que não é dia claro e é já o alvorecer;/ Entreaberto botão, entrefechada rosa,/ Um pouco de menina e um pouco de mulher./ / Às vezes recatada, outras estouvad...

A uma Rapariga (3)

À Nice/ / Abre os olhos e encara a vida! A sina/ Tem que cumprir-se! Alarga os horizontes!/ Por sobre lamaçais alteia pontes/ Com tuas mãos preciosas de menina./ / Nessa estrada da vida que fascina/ ...

Em Horas inda Louras, Lindas (4)

Em horas inda louras, lindas/ Clorindas e Belindas, brandas,/ Brincam no tempo das berlindas,/ As vindas vendo das varandas,/ De onde ouvem vir a rir as vindas/ Fitam a fio as frias bandas./ / Mas em...

Juventude (5)

Sim, eu conheço, eu amo ainda/ esse rumor abrindo, luz molhada,/ rosa branca. Não, não é solidão,/ nem frio, nem boca aprisionada./ Não é pedra nem espessura./ É juventude. Juventude ou claridade./ ...

Se um Dia a Juventude Voltasse (6)

se um dia a juventude voltasse/ na pele das serpentes atravessaria toda a memória/ com a língua em teus cabelos dormiria no sossego/ da noite transformada em pássaro de lume cortante/ como a navalha ...

Juventude (7)

Lembras-te, Carlos, quando, ao fim do dia,/ Felizes, ambos, íamos nadar/ E em nossa boca a espuma persistia/ Em dar ao Sol o nome do Luar?/ / Tudo era fácil, melodioso e longo./ Aqui e além, um súbit...

Velhinha (8)

Se os que me viram já cheia de graça/ Olharem bem de frente em mim,/ Talvez, cheios de dor, digam assim:/ “Já ela é velha! Como o tempo passa! ...”/ / Não sei rir e cantar por mais que faça!/ Ó minha...

Adolescentes (9)

Exaustos, mudos, sempre que os vejo,/ Nos bancos tristes que há na cidade,/ Sobe em mim próprio como um desejo/ Ou um remorso da mocidade.../ / E até a brisa, perfidamente/ Lhes roça os lábios pelos ...

Mocidade (10)

A mocidade esplêndida, vibrante,/ Ardente, extraordinária, audaciosa./ Que vê num cardo a folha duma rosa,/ Na gota de água o brilho dum diamante;/ / Essa que fez de mim Judeu Errante/ Do espírito, a...

Recordam-se Vocês do Bom Tempo d'Outrora (11)

(Dedicatória de introdução a «A Musa em Férias»)/ / Recordam-se vocês do bom tempo d'outrora,/ Dum tempo que passou e que não volta mais,/ Quando íamos a rir pela existência fora/ Alegres como em Jun...

Serenata do Adolescente (12)

Que doentia claridade/ a que me invade e me obsidia,/ durante a noite e à luz da tarde,/ à luz da tarde, à luz do dia!/ Que doentia aquela grade/ de insone e ténue claridade,/ sob a avançada gelosia!...

Lúcia (13)

(Alfred de Musset)/ / Nós estávamos sós; era de noite;/ Ela curvara a fronte, e a mão formosa,/ Na embriaguez da cisma,/ Tênue deixava errar sobre o teclado;/ Era um murmúrio; parecia a not...

Flor da Mocidade (14)

Eu conheço a mais bela flor;/ És tu, rosa da mocidade,/ Nascida, aberta para o amor./ Eu conheço a mais bela flor./ Tem do céu a serena cor,/ E o perfume da virgindade./ Eu conheço a mais bela flor,/...

As Adolescentes (15)

A pele mosqueada da maçã reineta,/ um ar vago e doce, feliz./ Subitamente correm como rapazes,/ são a corda do arco/ que se dilata e a seta do corpo/ chega aos quinze anos,/ quando abrem as ancas/ e ...

Que Aborrecido! (16)

Meus dias de rapaz, de adolescente,/ Abrem a bocca a bocejar sombrios:/ Deslizam vagarozos, como os rios,/ Succedem-se uns aos outros, egualmente./ / Nunca desperto de manhã, contente./ Pallido sempr...

Estar Assim, Assente na Saudade (17)

Estar assim, assente na saudade,/ com todo o peso repousando em si,/ a prende à luz da sua antiguidade/ parando na de aqui./ / Concentra-se na sua densidade./ A tarde, à volta, ilustra no perfil/ uma...

Quão Breve Tempo é a Mais Longa Vida (18)

Quão breve tempo é a mais longa vida/ E a juventude nela! Ah!, Cloe, Cloe,/ Se não amo nem bebo,/ Nem sem querer não penso,/ Pesa-me a lei inimplorável, dói-me/ A hora invicta, o tempo que não cessa,...

A Jovem Cativa (19)

(André Chenier)/ / — “Respeita a foice a espiga que desponta;/ Sem receio ao lagar o tenro pâmpano/ Bebe no estio as lágrimas da aurora;/ Jovem e bela também sou; turvada/ A hora presente de infortún...

Amaritudo (20)

Só por ti, astro ainda e sempre oculto,/ Sombra do Amor e sonho da Verdade,/ Divago eu pelo mundo e em ansiedade/ Meu próprio coração em mim sepulto./ / De templo em templo, em vão, levo o meu culto,...
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