111 Poemas

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Manhã de Inverno (11)

Coroada de névoas, surge a aurora/ Por detrás das montanhas do oriente;/ Vê-se um resto de sono e de preguiça,/ Nos olhos da fantástica indolente./ / Névoas enchem de um lado e de outro os morros/ Tr...

Primavera (12)

Ah! quem nos dera que isto, como outrora,/ Inda nos comovesse! Ah! quem nos dera/ Que inda juntos pudéssemos agora/ Ver o desabrochar da primavera!/ / Saíamos com os pássaros e a aurora./ E, no chão,...

Eu Me Ausento de Ti, Meu Pátrio Sado (13)

Eu me ausento de ti, meu pátrio Sado,/ Mansa corrente deleitos, amena, / Em cuja praia o nome de Filena/ Mil vezes tenho escrito, e mil beijado: / / Nunca mais me verás entre o meu gado / Soprando a ...

Flor que não Dura (14)

Flor que não dura/ Mais do que a sombra dum momento/ Tua frescura/ Persiste no meu pensamento./ / Não te perdi/ No que sou eu,/ Só nunca mais, ó flor, te vi/ Onde não sou senão a terra e o céu./ /

Entre o Luar e a Folhagem (15)

Entre o luar e a folhagem,/ Entre o sossego e o arvoredo,/ Entre o ser noite e haver aragem/ Passa um segredo./ Segue-o minha alma na passagem./ / Tênue lembrança ou saudade,/ Princípio ou fim do que...

Terra (16)

Ó Terra, amável mãe da Natureza!/ Fecunda em produções de imensos entes,/ Criadora das próvidas sementes/ Que abastam toda a tua redondeza!/ / Teu amor sem igual, sem par fineza,/ Teus maternais efei...

Se às Vezes Digo que as Flores Sorriem (17)

Se às vezes digo que as flores sorriem/ E se eu disser que os rios cantam,/ Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores/ E cantos no correr dos rios.../ É porque assim faço mais sentir aos home...

O Meu Olhar Azul como o Céu (18)

O meu olhar azul como o céu/ É calmo como a água ao sol./ É assim, azul e calmo,/ Porque não interroga nem se espanta .../ Se eu interrogasse e me espantasse/ Não nasciam flores novas nos prados/ Nem...

O Jardim (19)

Consideremos o jardim, mundo de pequenas coisas,/ calhaus, pétalas, folhas, dedos, línguas, sementes./ Sequências de convergências e divergências,/ ordem e dispersões, transparência de estruturas,/ p...

Ao Vento (20)

O vento passa a rir, torna a passar,/ Em gargalhadas ásperas de demente;/ E esta minh’alma trágica e doente/ Não sabe se há-de rir, se há-de chorar!/ / Vento de voz tristonha, voz plangente,/ Vento q...
Livro de Mágoas
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