28 Poemas

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Não me Importo com as Rimas (1)

Não me importo com as rimas. Raras vezes/ Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra./ Penso e escrevo como as flores têm cor/ Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me/ Porque me falta a ...

Os Versos que Te Fiz (2)

Deixa dizer-te os lindos versos raros/ Que a minha boca tem pra te dizer!/ São talhados em mármore de Paros/ Cinzelados por mim pra te oferecer./ / Têm dolências de veludos caros,/ São como sedas bra...
Livro de Sóror Saudade

Versos (3)

Versos! Versos! Sei lá o que são versos.../ Pedaços de sorriso, branca espuma,/ Gargalhadas de luz, cantos dispersos,/ Ou pétalas que caem uma a uma.../ / Versos!... Sei lá! Um verso é o teu olhar,/ ...
A Mensageira das Violetas

A Poesia Vai Acabar (4)

A poesia vai acabar, os poetas/ vão ser colocados em lugares mais úteis./ Por exemplo, observadores de pássaros/ (enquanto os pássaros não/ acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao/ entrar numa reparti...

Os Meus Versos (5)

Rasga esses versos que eu te fiz, amor!/ Deita-os ao nada, ao pó, ao esquecimento,/ Que a cinza os cubra, que os arraste o vento,/ Que a tempestade os leve aonde for!/ / Rasga-os na mente, se os soub...
A Mensageira das Violetas

Bom e Expressivo (6)

Acaba mal o teu verso,/ mas fá-lo com um desígnio:/ é um mal que não é mal,/ é lutar contra o bonito./ / Vai-me a essas rimas que/ tão bem desfecham e que/ são o pão de ló dos tolos/ e torce-lhes o p...

Por Todos os Caminhos do Mundo (7)

A minha poesia é assim como uma vida que vagueia/ pelo mundo,/ / por todos os caminhos do mundo,/ desencontrados como os ponteiros de um relógio v...

Este é o Prólogo (8)

Deixaria neste livro/ toda minha alma./ Este livro que viu/ as paisagens comigo/ e viveu horas santas./ / Que compaixão dos livros/ que nos enchem as mãos/ de rosas e de estrelas/ e lentamente passam...

Tortura (9)

Tirar dentro do peito a Emoção,/ A lúcida Verdade, o Sentimento!/ – E ser, depois de vir do coração,/ Um punhado de cinza esparso ao vento! .../ / Sonhar um verso de alto pensamento,/ E puro como um ...
Livro de Mágoas

Última Folha (10)

Musa, desce do alto da montanha/ Onde aspiraste o aroma da poesia,/ E deixa ao eco dos sagrados ermos/ A última harmonia./ / Dos teus cabelos de ouro, que beijavam/ Na amena tarde as viraçõ...

Soneto da Chuva (11)

Quantas vezes chorou no teu regaço/ a minha infância, terra que eu pisei:/ aqueles versos de água onde os direi,/ cansado como vou do teu cansaço?/ Virá abril de novo, até a tua/ memória se fartar da...

Arte Poética (12)

Escrever um poema/ é como apanhar um peixe/ com as mãos/ nunca pesquei assim um peixe/ mas posso falar assim/ sei que nem tudo o que vem às mãos/ é peixe/ o peixe debate-se/ tenta escapar-se/ escapa-...

Do Medo (13)

1/ / Não pode o poema/ circunscrever o medo,/ dar-lhe o rosto glorioso/ de uma fábula/ ou crer intensamente na sua aura./ Nós permanecemos, quando/ escurece à nossa volta o frio/ do esquecimento/ e d...

A Poesia (14)

Difícil, estreita passagem,/ força quente perscrutada,/ corpo de névoa, de imagem,/ com sulcos de tatuagem,/ voz absoluta escutada.../ / Destino de aranha, tece/ com fios vários da vida/ alegria se a...

Intimidade (15)

Meu coração tem quantos versos quer;/ É só pulsá-los com medida e rumo./ É só erguer-se a pino a um céu qualquer,/ E desse alado azul cair a prumo./ / Logo se desvanece o negro encanto/ Que os tinha ...

45 Anos (16)

É tempo/ de regressar/ a casa/ / A poesia/ não está/ na rua/ / Adília Lopes, in 'A Árvore Cortada'...

No Corpo (17)

De que vale tentar reconstruir com palavras/ O que o verão levou/ Entre nuvens e risos/ Junto com o jornal velho pelos ares/ / O sonho na boca, o incêndio na cama,/ o apelo da noite/ Agora são apenas...

Peso do Mundo (18)

A poesia não é, nunca foi/ uma enumeração ou composto/ de exuberância, bondade,/ altitude, nem arado/ ou dádiva sobre chão/ prenhe de mortos./ / Nem o arrependimento/ de Deus por ter criado o homem/ ...

Crítica da Poesia (19)

Que a frenética poesia me perdoe/ se a um baço rumor levanto o laço,/ pois que verso não há onde não soe/ a música discreta doutro espaço./ / Horizonte do verso é a dureza:/ já mansidão não cabe nest...

Aurora (20)

A poesia não é voz - é uma inflexão./ Dizer, diz tudo a prosa. No verso/ nada se acrescenta a nada, somente/ um jeito impalpável dá figura/ ao sonho de cada um, expectativa/ das formas por achar. No ...
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