101 Poemas

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Camões, Grande Camões, quão Semelhante (11)

Camões, grande Camões, quão semelhante / Acho teu fado ao meu, quando os cotejo!/ Igual causa nos fez, perdendo o Tejo, / Arrostar co'o sacrílego gigante; / / Como tu, junto ao Ganges sussurrante, / ...

O Albatroz (12)

Às vezes no alto mar, distrai-se a marinhagem/ Na caça do albatroz, ave enorme e voraz,/ Que segue pelo azul a embarcação em viagem,/ Num vôo triunfal, numa carreira audaz./ / Mas quando o albatroz s...

Se Eu Morrer Novo (13)

Se eu morrer novo,/ Sem poder publicar livro nenhum,/ Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa,/ Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,/ Que não se ralem./ Se assim aconteceu,...

Cegueira Bendita (14)

Ando perdida nestes sonhos verdes/ De ter nascido e não saber quem sou,/ Ando ceguinha a tatear paredes/ E nem ao menos sei quem me cegou!/ / Não vejo nada, tudo é morto e vago.../ E a minha alma ceg...
A Mensageira das Violetas

O Poeta Pede a Seu Amor que lhe Escreva (15)

Meu entranhado amor, morte que é vida, / tua palavra escrita em vão espero/ e penso, com a flor que se emurchece/ que se vivo sem mim quero perder-te./ / O ar é imortal. A pedra inerte/ nem a sombra ...

Magro, de Olhos azuis, Carão Moreno (16)

Magro, de olhos azuis, carão moreno,/ Bem servido de pés, meão na altura,/ Triste de facha, o mesmo de figura,/ Nariz alto no meio, e não pequeno;/ / Incapaz de assistir num só terreno,/ Mais propens...

Soneto Ditado na Agonia (17)

Já Bocage não sou!... À cova escura / Meu estro vai parar desfeito em vento... / Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento / Leve me torne sempre a terra dura;/ / Conheço agora já quão vã figura, / Em pro...

Sepultura d'um Poeta Maldito (18)

Se, em noite horrorosa, escura,/ Um cristão, por piedade,/ te conceder sepultura/ Nas ruínas d'alguma herdade,/ / As aranhas hão-de armar/ No teu coval suas teias,/ E nele irão procriar/ Víboras e ce...

Este é o Prólogo (19)

Deixaria neste livro/ toda minha alma./ Este livro que viu/ as paisagens comigo/ e viveu horas santas./ / Que compaixão dos livros/ que nos enchem as mãos/ de rosas e de estrelas/ e lentamente passam...

Arrependo-me de a Meter num Romance (20)

O poema tem mais pressa que o romance,/ Asa de fogo para te levar:/ Assim, pois, se houver lama que te lance/ Ao corpo quente algum, hei-de chorar./ / Deus fez o poeta por que não descanse/ No golfo ...
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