49 Poemas

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Queria que os Portugueses (1)

Queria que os portugueses/ tivessem senso de humor/ e não vissem como génio/ todo aquele que é doutor/ / sobretudo se é o próprio/ que se afirma como tal/ só porque sabendo ler/ o que lê entende mal/...

lamento para a língua portuguesa (2)

não és mais do que as outras, mas és nossa,/ e crescemos em ti. nem se imagina/ que alguma vez uma outra língua possa/ pôr-te incolor, ou inodora, insossa,/ ser remédio brutal, mera aspirina,/ ou tir...

O Teu Olhar (3)

Passam no teu olhar nobres cortejos,/ Frotas, pendões ao vento sobranceiros,/ Lindos versos de antigos romanceiros,/ Céus do Oriente, em brasa, como beijos,/ / Mares onde não cabem teus desejos;/ Pas...
A Mensageira das Violetas

Mensagem - Mar Português (4)

MAR PORTUGUÊS/ / Possessio Maris/ / I. O Infante/ / Deus quer, o homem sonha, a obra nasce./ Deus quis que a terra fosse toda uma,/ Que o mar unisse, já não separasse./ Sagrou-te, e foste desvendando...

Viagem (5)

É o vento que me leva./ O vento lusitano./ É este sopro humano/ Universal/ Que enfuna a inquietação de Portugal./ É esta fúria de loucura mansa/ Que tudo alcança/ Sem alcançar./ Que vai de céu em céu...

Lisbon Revisited (1923) (6)

NÃO: Não quero nada. / Já disse que não quero nada. / / Não me venham com conclusões! / A única conclusão é morrer. / / Não me tragam estéticas! / Não me falem em moral! / / Tirem-me daqui a metafísi...

Portugal (7)

Avivo no teu rosto o rosto que me deste,/ E torno mais real o rosto que te dou./ Mostro aos olhos que não te desfigura/ Quem te desfigurou./ Criatura da tua criatura,/ Serás sempre o que sou./ / E eu...

Lisboa (8)

No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas/ Subidas./ Havia duas prisões. Uma delas era para os gatunos./ Eles acenavam através das grades./ Eles gritavam. Eles queriam ser fotografados!...

Menino (9)

No colo da mãe/ a criança vai e vem/ vem e vai/ balança./ Nos olhos do pai/ nos olhos da mãe/ vem e vai/ vai e vem/ a esperança./ / Ao sonhado/ futuro/ sorri a mãe/ sorri o pai./ Maravilhado/ o rosto...

Trova do Vento que Passa (10)

Para António Portugal/ / Pergunto ao vento que passa/ notícias do meu país/ e o vento cala a desgraça/ o vento nada me diz./ / Pergunto aos rios que levam/ tanto sonho à flor das águas/ e os rios não...

Funchal (11)

O restaurante do peixe na praia, uma simples barraca, construída por náufragos./ / Muitos, chegados à porta, voltam para trás, mas não assim as rajadas de vento do mar. Uma sombra encontra-se num cub...

Pelo Tejo Vai-se para o Mundo (12)

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,/ Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia/ Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia./ O Tejo tem grandes...

Já Foste Rico e Forte e Soberano (13)

Já foste rico e forte e soberano,/ Já deste leis a mundos e nações,/ Heróico Portugal, que o gram Camões/ Cantou, como o não pôde um ser humano!/ / Zombando do furor do mar insano,/ Os teus nautas, e...

Língua Portuguesa (14)

Última flor do Lácio, inculta e bela,/ És, a um tempo, esplendor e sepultura:/ Ouro nativo, que na ganga impura/ A bruta mina entre os cascalhos vela/ Amo-se assim, desconhecida e obscura/ Tuba de al...

Retrato do Povo de Lisboa (15)

É da torre mais alta do meu pranto/ que eu canto este meu sangue este meu povo./ Dessa torre maior em que apenas sou grande/ por me cantar de novo./ / Cantar como quem despe a ganga da tristeza/ e põ...

Meu País Desgraçado (16)

Meu país desgraçado!…/ E no entanto há Sol a cada canto/ e não há Mar tão lindo noutro lado./ Nem há Céu mais alegre do que o nosso,/ nem pássaros, nem águas…/ / Meu país desgraçado!…/ Porque fatal e...

Fado Português (17)

O Fado nasceu um dia,/ quando o vento mal bulia/ e o céu o mar prolongava,/ na amurada dum veleiro,/ no peito dum marinheiro/ que, estando triste, cantava,/ que, estando triste, cantava./ / Ai, que l...

Portugal (18)

Ó Portugal, se fosses só três sílabas,/ linda vista para o mar,/ Minho verde, Algarve de cal,/ jerico rapando o espinhaço da terra,/ surdo e miudinho,/ moinho a braços com um vento/ testarudo, mas em...

Portugal, Tão Diferente de seu Ser Primeiro (19)

Os reinos e os impérios poderosos,/ Que em grandeza no mundo mais cresceram,/ Ou por valor de esforço floresceram,/ Ou por varões nas letras espantosos./ / Teve Grécia Temístocles; famosos,/ Os Cipiõ...

Lisboa (20)

Lisboa com suas casas / De várias cores, / Lisboa com suas casas / De várias cores, / Lisboa com suas casas / De várias cores... / À força de diferente, isto é monótono. / Como à força de sentir, fic...
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Conselhos de Vida

1 - Faça o menos possível de confidências. Melhor não as fazer, mas, se fizer alguma, faça com que sejam falsas ou vagas. 2 - Sonhe tão pouco quanto possível, excepto quando o objectivo directo do s...

Só Há Duas maneiras de se Ter Razão

Quando o público soube que os estudantes de Lisboa, nos intervalos de dizer obscenidades às senhoras que passam, estavam empenhados em moralizar toda a gente, teve uma exclamação de impaciência. Sim ...
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