49 Poemas

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Lisbon Revisited (1926) (21)

Nada me prende a nada. / Quero cinqüenta coisas ao mesmo tempo. / Anseio com uma angústia de fome de carne / O que não sei que seja - / Definidamente pelo indefinido... / Durmo irrequieto, e vivo num...

O Portugal Futuro (22)

O portugal futuro é um país/ aonde o puro pássaro é possível/ e sobre o leito negro do asfalto da estrada/ as profundas crianças desenharão a giz/ esse peixe da infância que vem na enxurrada/ e me pa...

Lisboa (23)

Lisboa com suas casas / De várias cores, / Lisboa com suas casas / De várias cores, / Lisboa com suas casas / De várias cores... / À força de diferente, isto é monótono. / Como à força de sentir, fic...

Portugal (24)

O teu destino é nunca haver chegada/ O teu destino é outra índia e outro mar/ E a nova nau lusíada apontada/ A um país que só há no verbo achar/ / Manuel Alegre, in Chegar Aqui ...

Que Vençais no Oriente tantos Reis (25)

Que vençais no Oriente tantos Reis,/ Que de novo nos deis da Índia o Estado,/ Que escureçais a fama que hão ganhado/ Aqueles que a ganharam de infiéis;/ / Que vencidas tenhais da morte as leis,/ E qu...

Portugal (26)

Maior do que nós, simples mortais, este gigante / foi da glória dum povo o semideus radiante. / Cavaleiro e pastor, lavrador e soldado, / seu torrão dilatou, inóspito montado, / numa pátria... E que ...

Mães de Portugal (27)

Ó Mães de Portugal comovedoras,/ Com Meninos Jesus de encontro ao peito,/ Iguais na devoção e amor perfeito/ Aos painéis onde estão Nossas Senhoras!/ / Ó Virgem Mãe, qual se tu própria foras,/ Surgem...

Poema da Memória (28)

Havia no meu tempo um rio chamado Tejo/ que se estendia ao Sol na linha do horizonte./ Ia de ponta a ponta, e aos seus olhos parecia/ exactamente um espelho/ porque, do que sabia,/ só um espelho com ...

Natal d'um Poeta (29)

Em certo reino, á esquina do planeta,/ Onde nasceram meus Avós, meus Paes,/ Ha quatro lustres, viu a luz um poeta/ Que melhor fôra não a ver jamais./ / Mal despontava para a vida inquieta,/ Logo ao n...

A Escola Portuguesa (30)

Eis as crianças vermelhas/ Na sua hedionda prisão:/ Doirado enxame de abelhas!/ O mestre-escola é o zangão./ / Em duros bancos de pinho/ Senta-se a turba sonora/ Dos corpos feitos de arminho,/ Das al...

Para As Raparigas de Coimbra (31)

1/ / Ó choupo magro e velhinho,/ Corcundinha, todo aos nós:/ És tal qual meu avôzinho,/ Falta-te apenas a voz./ / 2/ / Minha capa vos acoite/ Que é p'ra vos agazalhar:/ Se por fóra é cor da noite,/ P...

E de Novo, Lisboa... (32)

E de novo, Lisboa, te remancho,/ numa deriva de quem tudo olha/ de viés: esvaído, o boi no gancho,/ ou o outro vermelho que te molha./ / Sangue na serradura ou na calçada,/ que mais faz se é de homem...

No Meu País (33)

No meu país/ dardejado de sol e da caca dos gaios/ só há estâncias/ (de veraneio) na poesia./ Nossos lábios/ a um metro e sessenta e tal/ do chão amarelecido/ dos símbolos/ abrem para fora/ por dois ...

No País (34)

no país no país no país onde os homens/ são só até ao joelho/ e o joelho que bom é só até à ilharga/ conto os meus dias tangerinas brancas/ e vejo a noite Cadillac obsceno/ a rondar os meus dias tang...

Mensagem - O Encoberto (35)

O ENCOBERTO/ / Pax In Excelsis/ / I. Os Símbolos/ / Primeiro / D. Sebastião/ / ’Sperai! Caí no areal e na hora adversa/ Que Deus concede aos seus/ Para o intervalo em que esteja a alma imersa/ Em son...

Languidez (36)

Tardes da minha terra, doce encanto,/ Tardes duma pureza de açucenas,/ Tardes de sonho, as tardes de novenas,/ Tardes de Portugal, as tardes de Anto,/ / Como eu vos quero e amo! Tanto! Tanto!/ Horas ...
Livro de Mágoas

Mensagem - Brasão (37)

BRASÃO/ / Bellum Sine Bello/ / I. Os Campos/ / Primeiro / O dos Castelos/ / A Europa jaz, posta nos cotovelos:/ De Oriente a Ocidente jaz, fitando,/ E toldam-lhe românticos cabelos/ Olhos gregos, lem...

O Capitão Ilustre, e Assinalado, Dom Fernando de Castro (38)

Debaixo desta pedra está metido,/ Das sanguinosas armas descansado,/ O Capitão ilustre, e assinalado,/ Dom Fernando de Castro, e esclarecido./ / Este por todo o Oriente tão metido,/ Este da própria ...

Carta a Manoel (39)

Manoel, tens razão. Venho tarde. Desculpa./ Mas não foi Anto, não fui eu quem teve a culpa,/ Foi Coimbra. Foi esta paysagem triste, triste,/ A cuja influencia a minha alma não reziste,/ Queres notici...

Pela Pátria (40)

Ouve, meu Filho: cheio de carinho,/ Ama as Árvores, ama. E, se puderes,/ (E poderás: tu podes quanto queres!)/ Vai-as plantando à beira do caminho./ / Hoje uma, outra amanhã, devagarinho./ Serão em f...
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