49 Poemas

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De Saudades vou Morrendo (21)

De Saudades vou morrendo/ E na morte vou pensando:/ Meu amôr, por que partiste,/ Sem me dizer até quando?/ Na minha boca tão linda,/ Ó alegrias cantae!/ Mas, quem se lembra d'um louco?/ - Enchei-vos ...

Navio que Partes para Longe (22)

Navio que partes para longe,/ Por que é que, ao contrário dos outros,/ Não fico, depois de desapareceres, com saudades de ti?/ Porque quando te não vejo, deixaste de existir./ E se se tem saudades do...

Sol Poente (23)

Tardinha... Ave-Maria, Mãe de Deus... / E reza a voz dos sinos e das noras.../ O sol que morre tem clarões d'auroras,/ Águia que bate as asas pelo céu!/ / Horas que têm a cor dos olhos teus.../ Hora...
Livro de Sóror Saudade

Saudade (24)

Tu és o cálix;/ Eu, o orvalho!/ Se me não vales,/ Eu o que valho?/ / Eu se em ti caio/ E me acolheste/ Torno-me um raio/ De luz celeste!/ / Tu és o collo/ Onde me embalo,/ E acho consolo,/ Mimo e reg...

Saudade (25)

Segue-me noite e dia o teu desejo!.../ Oiço a tua voz rúbida e cantante/ Suplicar-me a carícia do meu beijo,/ numa teima exigente e perturbante!/ / E o meu corpo vencido, dominado,/ vai tombar doloro...

Confissão (26)

Vivo um drama interior./ Já nele pouco a pouco me consumo./ E de tanto te buscar,/ Mas sem nunca te encontrar,/ Sou como um barco sem leme,/ Que perdesse o rumo,/ No alto mar./ / Da minha vida, assim...

Estes Sítios! (27)

Olha bem estes sítios queridos,/ Vê-os bem neste olhar derradeiro.../ Ai! o negro dos montes erguidos,/ Ai! o verde do triste pinheiro!/ Que saudade que deles teremos.../ Que saudade! ai, amor, que s...

O Mesmo (28)

O mesmo Teucro duce et auspice Teucro / É sempre cras — amanhã — que nos faremos ao mar. / / Sossega, coração inútil, sossega! / Sossega, porque nada há que esperar, / E por isso nada que desesperar ...

Saudade Só (29)

Hoje vieste ver-me/ a troco de um pensamento/ que não se esconde/ na ressonância adormecida/ num olimpo./ / Vieste e trazias/ um ramo de palavras cintilantes,/ flores que pacientemente/ escorrem entr...

Marianna e Chamilly (30)

Quando partires/ se partires/ terei saudades/ e quando ficares/ se ficares/ terei saudades/ / Terei/ sempre saudades/ e gosto assim/ / Adília Lopes, in 'Caderno'...

Horas de Saudade (31)

Vou de luar em rosto, descontente:/ Meus olhos choram lágrimas de sal./ — Adeus, terras e moças do casal,/ — Adeus, ó coração da minha gente./ / A hora da saudade é uma serpente:/ Quero falar, não po...

Baladas Românticas - Negra... (32)

Possas chorar, arrependida,/ Vendo a saudade que aqui vai!/ Vê que inda, negro, da ferida/ Aos borbotões o sangue cai.../ Que a nossa história, assim relida,/ O nosso amor, lembrado assim,/ Possam fa...

Nascerão Saudades de Meu Bem (33)

Alegres campos, verdes arvoredos,/ Claras e frescas águas de cristal,/ Que em vós os debuxais ao natural,/ Discorrendo da altura dos rochedos;/ / Silvestres montes, ásperos penedos/ Compostos de conc...

Saudade do Teu Corpo (34)

Tenho saudades do teu corpo: ouviste/ correr-te toda a carne e toda a alma/ o meu desejo – como um anjo triste/ que enlaça nuvens pela noite calma?.../ / Anda a saudade do teu corpo (sentes?...)/ Sem...

Depois das Bodas de Oiro (35)

Depois das bodas de oiro,/ Da hora prometida,/ Não sei que mal agoiro/ Me anoiteceu a vida.../ Temo de regressar.../ E mata-me a saudade.../ _ Mas de me recordar/ Não sei que dor me invade./ Nem quer...

Cinzento (36)

Poeiras de crepúsculos cinzentos,/ Lindas rendas velhinhas, em pedaços,/ Prendem-se aos meus cabelos, aos meus braços/ Como brancos fantasmas, sonolentos.../ / Monges soturnos deslizando lentos,/ Dev...
Livro de Sóror Saudade

O Perfume (37)

O que sou eu? – O Perfume,/ Dizem os homens. – Serei./ Mas o que sou nem eu sei.../ Sou uma sombra de lume!/ / Rasgo a aragem como um gume/ De espada: Subi. Voei./ Onde passava, deixei/ A essência qu...

Quis Deixar-me a que Eu Adoro (38)

Apartava-se Nise de Montano,/ Em cuja alma, partindo-se, ficava,/ Que o pastor na memória a debuxava,/ Por poder sustentar-se deste engano./ / Por ũa praia do Índico Oceano/ Sobre o curvo cajado...

Rei Destronado (39)

O teu lugar vazão!... E esteve cheio,/ Cheio de mocidade e de ternura!/ Como brilhava a tua formosura!/ Que luz divina te doirava o seio!/ / Quando a camisa tépida despias,/ - Sob o reflexo do cabelo...

Estar Assim, Assente na Saudade (40)

Estar assim, assente na saudade,/ com todo o peso repousando em si,/ a prende à luz da sua antiguidade/ parando na de aqui./ / Concentra-se na sua densidade./ A tarde, à volta, ilustra no perfil/ uma...
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