Olavo Bilac

Brasil
16 Dez 1865 // 28 Dez 1918
Poeta/Jornalista

Tédio

Sobre minh'alma, como sobre um trono,
Senhor brutal, pesa o aborrecimento.
Como tardas em vir, último outono,
Lançar-me as folhas últimas ao vento!

Oh! dormir no silêncio e no abandono,
Só, sem um sonho, sem um pensamento,
E, no letargo do aniquilamento,
Ter, ó pedra, a quietude do teu sono!

Oh! deixar de sonhar o que não vejo!
Ter o sangue gelado, e a carne fria!
E, de uma luz crepuscular velada,

Deixar a alma dormir sem um desejo,
Ampla, fúnebre, lúgubre, vazia
Como uma catedral abandonada!...

Olavo Bilac, in "Poesias"
// Consultar versos e eventuais rimas




Facebook

Velhas Árvores

Olha estas velhas árvores, mais belas/ Do que as árvores novas, mais amigas:/ Tanto mais belas quanto mais antigas,/ Vencedoras da idade e das procelas.../ / O homem, a fera, e o inseto, à sombra del...

Língua Portuguesa

Última flor do Lácio, inculta e bela,/ És, a um tempo, esplendor e sepultura:/ Ouro nativo, que na ganga impura/ A bruta mina entre os cascalhos vela/ Amo-se assim, desconhecida e obscura/ Tuba de al...

Um Beijo

Foste o beijo melhor da minha vida,/ ou talvez o pior...Glória e tormento,/ contigo à luz subi do firmamento,/ contigo fui pela infernal descida!/ Morreste, e o meu desejo não te olvida:/ queimas-me ...
Inspirações

Amar e Ser Amado

© Copyright 2003-2016 Citador - Todos os direitos reservados | SOBRE O SITE