Mário Beirão

Portugal
1 Mai 1890 // 1965


Teus Olhos

Teus olhos de tão mística elegia,
resplandecentes de penumbra viva,
Perdem-se em mim: do meu olhar deriva
A luz da mais cristã melancolia!

Possa eu viver em ti, nessa harmonia
De memorante paz meditativa;
Minha alma da tua alma se cativa,
Aspira o teu silêncio que inebria!

Teu vulto no Ar imprime-se em debuxos
De recortada flor; visões perpassam
Nocturnamente nos teus olhos bruxos!

Uma fonte discorre outonos tristes;
Caem flores do Céu; almas esvoaçam;
Estendo as mãos... adeus! Já não existes!

Mário Beirão, in 'Antologia Poética'




Outros Poemas de Mário Beirão:

1. Teus Olhos
2. Aleluia
3. Amor
4. Enlevo
5. Ausência
6. Anjo

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