Fernando Namora

Portugal
15 Abr 1919 // 31 Jan 1989
Escritor/Poeta/Médico

7 Textos



Todo o Mal Provém não da Privação mas do Supérfluo (1)

Ser feliz é, afinal, não esperar muito da felicidade, ser feliz é ser simples, desambicioso, é saber dosear as aspirações até àquela medida que põe o que se deseja ao nosso alcance. Pegando de novo e...

O Verdadeiro Gesto de Amor (2)

Aquilo que de verdadeiramente significativo podemos dar a alguém é o que nunca demos a outra pessoa, porque nasceu e se inventou por obra do afecto. O gesto mais amoroso deixa de o ser se, mesmo bem ...

Metade da Vida é uma Perdulária Expectativa (3)

Vou fazendo horas - metade da vida é uma perdulária expectativa. E tonta. E ansiosa. E inútil. Como quem se sentou numa gare de caminho-de-ferro, à espera de um comboio que não se sabe quando passará...

A Vida Reparte-se por Ciclos (4)

A vida reparte-se por ciclos, cujas fronteiras são por vezes de uma perturbadora nitidez. O último talvez seja este: o que delimita a fase em que nos resta administrar acauteladamente (em alguns caso...

Literatura Libertadora (5)

A literatura é um processo de libertação e, por conseguinte, aspira à liberdade. Quer dizer que o seu ponto de partida é uma recusa aos constrangimentos. Quer dizer, ainda, que os constrangimentos es...

Lugares com Ecos do Passado (6)

Tanto ou mais que as pessoas, os lugares vivem e morrem. Com uma diferença: mesmo se já mortos, os lugares retêm a vida que os animou. No silêncio, sentimos-lhes os ouvidos vigilantes ou o rumor infa...

O Substrato Afectivo Eterno (7)

A familiaridade com um autor é a adesão ao mundo por ele criado. Podemos esquecer - e esquecemos - as subtilezas de estilo, o virtuosismo da composição, mas perdura por anos e anos, e às vezes para s...


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