Miguel Torga

Portugal
12 Ago 1907 // 17 Jan 1995
Escritor/Poeta

62 Textos

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Confissão Social (21)

Ninguém tem qualquer interesse em saber isto; mas se eu tivesse de me confessar socialmente, a síntese do meu desespero era esta: que cheguei, em matéria de descrença no homem, à saturação.
E...

A Minha Luta (22)

A minha luta é para encontrar o centro, o núcleo de toda uma infinidade de justificações, que superficialmente parecem satisfazer-me e são, afinal, folhas caducas do meu tronco. Determinar, numa pala...

Os Homens sem Pé no seu Tempo (23)

Das coisas tristes que o mundo tem, são os homens sem pé no seu tempo. Os desgraçados que aparecem assim, cedo de mais ou tarde de mais, lembram-me na vida terras de ninguém, onde não há paz possível...

A Política ao Sabor dos Humores Pessoais e Colectivos (24)

Bem quero, mas não consigo alhear-me da comédia democrática que substituiu a tragédia autocrática no palco do país. Só nós! Dá vontade de chorar, ver tanta irreflexão. Não aprendemos nenhuma lição po...

Uma Fraqueza de Eterna Disponibilidade (25)

O perfil da nossa personalidade profunda, que é inconfundível, que é verdadeiro, não tem, por variadas razões, a nitidez de contornos de que se podem gabar homens doutros meridianos. Um espanhol, um ...

Um Povo Errado (26)

Uma volta que teve por polos Mafra e o Estoril. Um passeio à roda da nossa história e do nosso mundo do capital. Mais uma tentativa para compreender como foi possível no passado português construir u...

Vivemos numa Paz de Animais Domésticos (27)

Uma cobra de água numa poça do choupal, a gozar o resto destes calores, e umas meninas histéricas aos gritinhos, cheias de saber que o bicho era tão inofensivo como uma folha.
Por fidelidade ...

As Atracções Inferiores (28)

Faz pena. A gente elege entre trinta mil almas meia dúzia de indivíduos para conviver, e, afinal, chega perto deles a defender uma pureza política, uma pureza profissional, uma pureza sexual, e caem ...

A Brandura dos Nossos Costumes (29)

A brandura dos nossos costumes... A delicadeza da nossa alma... O sentimentalismo do homem português... É, é! Viu-se no passado, e vê-se no presente. O que nós somos é hipócritas! Amamos a violência ...

O Que Liga os Homens na Vida (30)

O que mais estreitamente liga os homens na vida não são forças puras e generosas. Se assim fosse, não se teria queimado nem ofendido tanta gente superior que andou no mundo. O óptimo moral e intelect...
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