Rui Nunes

Portugal
n. 1947
Escritor / Professor de Filosofia

5 Textos



Um Belo Livro (1)

Quando leio um grande livro tenho um medo terrífico do que vem a seguir. Porque um belo livro pode ser uma bela perdição para quem o escreveu, e esse é sempre o meu medo: que um belo livro se transfo...

O Poder da Linguagem (2)

A minha suspeição em relação ao poder da linguagem sempre me levou a um determinado tipo de escrita. Não necessariamente de forma consciente, mas é assim porque a suspeita existe. Ela existe e organi...

A Minha Escrita é o Meu Olhar (3)

A minha escrita é o meu olhar. Não me interessam muito as histórias. Quando quero uma boa história, vou a um policial — tenho lá óptimos. Tenho centenas de livros policiais — diverte-me, distrai-me. ...

A Escrita Mostra-me a Sua Própria Insuficiência (4)

Escrevo sobre qualquer coisa, e isso é como o saber: quanto mais se sabe, mais consciência se tem daquilo que não se sabe. À medida que se escreve, cada vez se tem mais essa consciência. Nada daquilo...

A Língua não Tem Nada de Sagrado (5)

A língua tem uma história, e essa história está sempre a funcionar. Eu não quero que a língua me domine, quero ser eu a dominá-la. Eu não quero que seja ela a comandar-me, quero ser eu a comandá-la. ...


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