Gustavo Santos

Portugal
n. 27 Mai 1977
Life Coach

O Medo do Sucesso

Há muitas pessoas com um enorme potencial e só não o materializam porque têm medo de deixar de ser quem são se atingirem determinado patamar. Ora isto é o maior sinal de que, e desculpa se estou a falar de ti, por muito que penses saber quem és, a verdade é que não fazes ideia do que pensas ser. Ninguém que saiba ser vive com medo de deixar de sê-lo à medida que vai conquistando novos mundos. Ninguém que saiba ser deixa de ser o que verdadeiramente é, ainda que a terra desabe ou o paraíso se torne parte dos seus dias. Quem é, é, ponto final, e não desenvolveres os teus dons com medo de abandonares quem pensas ser, é como condenares-te à morte pela asfixia da frustração, é como se metade de ti soubesse o caminho e a outra metade te puxasse para trás, é como estares tão perto do que és e tão longe de vires a sê-lo. O desgaste será um saco de plástico à volta do teu pescoço, cada vez mais apertado e tu mais ofegante até ao dia em que deixas de acreditar e pereces. É isso que queres? Outro dos motivos para o medo do sucesso é a possibilidade de perder pessoas, deixando de ter tempo para elas ou, por outro lado, que elas se tornem inseguras pela dimensão que tu possas vir a alcançar. Como já foi referido, há e sempre haverá tempo para tudo desde que exista gestão. Agora, se as pessoas não estão preparadas para o teu sucesso, é problema delas, por favor não o tornes teu. Se o fizeres viverás sempre aquém do que vinhas preparado para ser e, tal como no exemplo anterior, também aqui te condenarás à morte, mas agora pela asfixia da culpa. Inconscientemente, colocarás de novo o saco em volta do teu pescoço e, por não seres a tua prioridade ou por viveres com medo de magoar os outros, abdicas de respirar o ar que era teu. Numa primeira instância culparás quem te prende, depois perceberás que foste tu que permitiste e culpar-te-ás a ti. Em ambos os casos o amor não existe, nem da pessoa por ti, nem de ti por ti mesmo e, dessa forma, o resultado só pode ser um: a tua extinção, ainda que o corpo insista em fazer-se notar. Já não estás, mas ainda és visto, nada acrescentas, nada és quando tudo poderias ser.

Gustavo Santos, in 'Agarra o Agora'




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