Gustavo Santos

Portugal
n. 27 Mai 1977
Life Coach

Ultrapassar o Medo

As pessoas vivem com medo. Tu tens medo. Todos temos. Uns mais outros menos, uns de uma forma consciente outros de uma forma inconsciente, uns enfrentam-no outros morrem nas suas mãos. O medo, e repito o que já escrevi no “Arrisca-te a Viver”, é a única emoção que não gera ação. Se entrares em pânico foges, se sentires raiva bates ou gritas, se tiveres medo encolhes-te. O medo algema-te, tolda-te as possibilidades e faz de ti seu prisioneiro.
Porque é que achas que o mundo, o país e a tua própria vida se encontram no estado em que estão? Medo. Muito medo. E nesta matéria, permite-me ser assertivo, se tens medo seja do que for de nada te adianta comprar um cão, sabes porquê? Porque vais educá-lo baseado no medo, logo, vais estragar mais uma vida. Não te chegava a tua? Pobre do animal, merecia melhor sorte. Ora bem, uma educação alicerçada no medo fará com que ele viva no próprio medo e tu com medo que ele te desobedeça. É uma desgraça. Serás incapaz de amá-lo, assim como és incapaz de amar seja quem for, muito menos a ti. E se me disseres que não estás de acordo com o que acabei de escrever, permite-me novamente ser assertivo contigo e gritar-te bem nos ouvidos: És um M-E-N-T-I--R-O-S-O. Repito, és um mentiroso com todas as letrinhas.
Tu não amas, tu pensas que possuis.
Tu não amas, tu pensas que controlas.
Tu não amas, tu manipulas.
Tu não amas, tu escondes-te.
Tu não amas, tu enganas-te.
Tu não amas, tu desamas.
Tu não amas, tu sabes lá o que é o amor.
O medo e o amor são caminhos paralelos, como tal, nunca se tocam e tu só podes escolher um. Qual tens escolhido até hoje? Em qual desejas permanecer para sempre? Só dependes de ti, sabes disso? Este livro, tal como todos os outros que já escrevi, estão escritos para te encher de poder pessoal, para que te faças valer e, finalmente, comeces a contar contigo. Tu dependes de ti. Só dependes de ti. E se só dependes de ti, os poucos medos que consciente ou inconscientemente te possam assombrar a vida são automaticamente enfrentados e ultrapassados quando os identificas. É assim que eu faço. Só as pessoas que dependem de si querem o melhor para si. As outras nem ideia fazem do que querem. Andam por aqui a fingir-se felizes quando nem imaginam o que é a felicidade e a mostrar-se quando nem imaginam quem são. Sozinhas, quando ninguém as vê, tornam-se humanas e desfalecem.

Gustavo Santos, in 'Agarra o Agora'




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