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Luís Fernandes

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Esta moda (de viajar) que tantos pensam ser sinal de sofisticação só revela almas inquietas, que não se suportam a si mesmas e mudam constantemente de sítio no desespero de fazerem férias de si próprias, que é afinal aquilo que sem saber procuram. Quando vamos a tantos lugares que os lugares se transformam em produtos de consumo passam a ser não-lugares e as pessoas que aí vemos não-pessoas. Um não-lugar cheio de não-pessoas é um sítio desumano, uma plataforma espacial que não interessa a ninguém a não ser ao consumidor de viagens.

Público / 20060104




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Um Estranho Ímpar

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