Publicidade

Eduardo Prado Coelho

Publicidade

51 Citações

<< >>

A contabilidade afectiva começa por ser uma contabilidade narcísica. Ama-se mais o amor do que se tem amor específico por esta ou aquela mulher. A paixão é sobretudo uma morada do paraíso.

Público / 20050202
Deseja-se produzir aquilo que se admira. E entre nós admira-se uma cultura média e uma face do poder.

Público / 20050103
Portugal é um país ciclotímico. (...) Num dia acordamos felizes com a nossa imagem, noutro convencemo-nos de que estamos nas ruas da amargura. É pouca a racionalidade. São múltiplos os círculos de afectos desvairados. No meio deste carrossel, vamos perdendo a capacidade de pensar e de agir, de fazer e de inventar.

Público / 20041231
Na vida quotidiana há uma relação permanente com os objectos. Uns são activadores de iniciativas, máquinas de produção de situações, mecanismos de manutenção das narrativas. É o lenço que trouxemos de Marrocos, a garrafa de areia de Paraty, no encantamento das cores e dos desenhos da pequena bolsa de uma feira na Bretanha, o livro em inglês sobre a história da cidade.

Público / 20041102
Por um lado, a memória é sempre um trabalho de reconstrução e não uma mera reconstituição de uma realidade fixada: ora, como acontece em todas as narrativas, nós tendemos a arredondar os factos de modo a que eles entrem numa coerência preestabelecida.

Público / 20041026
A vida é sempre um contraponto entre o infinito de certos momentos e a finitude de um quotidiano.

MilFolhas (Público) / 20040925
Se o leitor vir com atenção um telejornal, verifica que se trata de encontrar vítimas da sociedade e que essas vítimas pretendem designar um nome que represente o rosto da culpa. Na ideologia antipoder que de certo modo substitui a clivagem esquerda/direita, a designação de um culpado é a grande tarefa. Quando podemos dizer que a culpa é de X ou de Y, podemos dormir descansados. A sociedade contemporânea ama a compaixão. E as vítimas encontram no processo que as vitimiza o momento de glória que procuram ao longo de uma vida sem grandeza.

Público / 20040827
Onde há mercado há liberdade. Uma simples análise de diversos casos com valor paradigmático mostra que é exactamente o contrário que por vezes sucede. No campo cultural, por exemplo, é fácil ver que onde há mercado há homogeneização, e, por conseguinte, redução da liberdade de escolha e da liberdade de iniciativa.

Público / 20040818
O principal problema da vida política portuguesa (e não só) não vem do facto de os políticos dizerem uma coisa e fazerem outra, e não estarem preocupados com os interesses dos cidadãos. A principal dificuldade está na existência de uma democracia interna partidária que faz que todas as decisões sejam condicionadas por estruturas locais destituídas da menor coerência ideológica, vivendo em sistema de clientelismo ou corrupção (entre empreiteiros e dirigentes de futebol), e que têm como único objectivo na vida lutarem pela sua sobrevivência ao longo dos anos. Estão no PSD como podiam estar no PS, e vice-versa. Nada os distingue. Cultivam um nacionalismo paroquial. São capazes de tudo para se destruírem mutuamente. Vão ocupando os lugares do poder, os grandes e os pequenos. E convertem a vida política num clubismo voraz, em que vale tudo menos tirar olhos

Público / 20040701
Sempre que pretendemos fazer a felicidade da humanidade sem termos em conta a importância da felicidade de cada um, caminhamos em direcção ao desastre

Público / 20040518
<< >>
 
Publicidade

Facebook
Publicidade

Publicidade

© Copyright 2003-2021 Citador - Todos os direitos reservados | SOBRE O SITE