São muitos os que já tarde percebem que a felicidade está no sorriso sincero que podemos dar a quem está perto, mais do que nas palmas e na admiração que podemos receber de gente que nem sequer sabemos quem é.
O nosso amor nunca é para nós! Jamais poderemos gostar de nós mesmos se não fizermos nada de bom aos outros. Amar-se a si mesmo é uma contradição, uma forma simples de dizer egoísmo.
Nem sempre estar apaixonado é bom. A maior parte das paixões toma conta da vontade e assume o controlo do sentir e do pensar. Promete a maior das libertações, mas escraviza quem desiste de si mesmo e a elas se submete.
Os amigos tendem a gostar muito do que nos custa a alcançar e a desvalorizar o que nos é fácil…. Já os inimigos preferem que nada façamos e odeiam o que fazemos de mais difícil e elevado. Uns querem o melhor de nós, outros, o pior.
Há pessoas más cujo ódio nos louva. Somos diferentes delas, e ainda bem. Mas importa que nunca as levemos ao desespero… aceitando com paciência a sua existência.
O maior inimigo de qualquer um de nós é a má vontade. A vontade de não criar. O desejo do mal. A ideia de que tudo à nossa volta é adverso e hostil, contrário e aborrecido, indisposto e detestável.
É sempre mais cómodo não fazer nada. Mas é, sempre, pior. A preguiça é uma não-vontade que petrifica, afunda e afoga (em água morna) todos quantos se entregam aos encantos do descuido e do desleixo.
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