O grande amor nunca pode acabar bem. Mesmo que ambos morram ao mesmo tempo, num desastre, será sempre uma tragédia. Assim é com todos os amores que temos: morremos enquanto os amamos. Morre quem amamos e, ao mesmo tempo, quem nos amava.
Para as mulheres, como amigas de homens, é «amizade, amizade, amores à parte», enquanto para os homens é mais «amizade, amizade, e uns amores à parte, se puder ser, se faz favor, senão também não faz mal».
Pode não acontecer no primeiro instante, mas no espaço de dez minutos em que conhece um homem, uma mulher fica com uma ideia clara de quem ele é, ou pelo menos de como é que será para ela, e o seu coração de copas já lhe disse se ela vai ou não cair de amores por ele.
Todos os amores começam assim. No silêncio de um olhar, no silêncio de uma mão dependente da outra, de outra mão vadia a vaguear pela cidade nocturna do teu corpo, no silêncio dos lábios trincados, trocados, massajados, abraçados e voltados a abraçar. Todos os amores são silêncio estendido.
Os amores perfeitos duram pouco. Os amores perfeitos são passageiros. Os eternos exigem dedicação. Exigem construção. Há que carregar muitas pedras às costas para construir um amor eterno.
Os amores de infância duram para sempre, como múmias. São mausoléus erigidos à própria ideia de amor. Cuidamos deles como da campa de um ente querido, sabendo que debaixo da terra só há ossos, ossos e mais terra. A sua força é tão maior quanto menos real for o seu objecto.
O Citador é o maior site de citações, frases, textos e poemas genuínos e devidamente recenseados em língua portuguesa. Desde o ano 2000 que o Citador recolhe conteúdos directamente das fontes bibliográficas, sem recorrer a cópias de outros sites ou contributos duvidosos a partir de terceiros. Tem atenção aos Direitos de Autor.