O amor é um sentimento, ou seja uma coisa espiritual. Mas sem a parte material em ordem, ele não funciona. Como não funciona um aroma, sem o que for aromático.
Aprofundar os sentimentos, aprofundar o homem, é como aprofundar as raízes de uma árvore: para lá de certo limite perdemo-nos em filamentos. É aí que trabalha o charlatão da «psicologia».
Um sentimento define-se segundo a pessoa que se é. Quando jovem, o amor é um impossível que se deseja possibilitar e que quando isso acontece se desfaz. Na velhice o amor define-se como uma grande paciência. Como às vezes se define o génio.
Deixa que uma ideia, um sentir espontâneo livremente se manifestem. Antes que a razão se apodere deles como o gendarme do irregular ou o chefe político de uma heterodoxia.
O autodidacta é um novo-rico. Sabe as coisas, mas não sabe como usá-las. Normalmente usa-as ao peito, que é onde supõe que apenas são visíveis. Mas onde elas se vêem não é onde se vêem.
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