Como a arte deve sobretudo desenvolver em nós o sentimento da perfeição, jamais tolera a mediocridade: o verdadeiro gosto sempre supõe um vivo desgosto.
Da mesma maneira que a criança deve viver de acordo com as ordens do seu mestre, a nossa faculdade de desejar deve conformar-se às prescrições da razão.
Não há um único dos nossos actos que, ao criarem o homem que queremos ser, não crie ao mesmo tempo uma imagem do homem tal como estimamos que ele deve ser.
A vida obriga-nos a pagar demasiado caro o que nos oferece, e o mais insignificante dos segredos deve ser comprado por um preço exorbitante e infinito.