O Jorge Amado dizia-me, há tempos, que conhecia muitos editores ricos, mas escritores não. Gastamos muito em impostos e pagamos tudo aquilo que o agente investe em nós.
Não há sentimentos puros, nem na amizade nem no amor; e o amor vem sempre misturado com outras coisas, o ódio e a inveja e a gente quase quer mal à outra pessoa por gostar dela.
Ai de mim, que me abraso em fogo vivo, / Com mil mortes ao lado, / E, quando morro mais, então mais vivo! / Porque assi me há ordenado
Meu infelice estado / Que, quando me convida
A morte, pera a morte tenha vida.