A lógica, o absurdo da lógica e a lógica precisa, milimétrica, do absurdo são para mim assuntos que me absorvem, como se fossem, de facto, a primeira regra da minha vida.
A minha vida real. Sinto dores concretas pelas horas em que não vi os meus filhos crescer. Sou previsível, embora humano. E reúno os momentos de ternura que tivemos, como peças de um puzzle incompleto. Olho-os ao longe, aqueço-me neles como numa lareira.
Se respeitarmos a nossa vida, rejeitaremos todos os salvadores. A todos diremos: "Desapareçam! Salvai-vos, isso basta. Esta é a minha vida e tenho de vivê-la." Esforço-me por restituir a todos os seres humanos o respeito por si próprios que é seu por direito e que eles doaram aos outros.
Com base na minha experiência pessoal, posso dizer-vos o seguinte: o medo não tem mais do que quinze centímetros de profundidade. Agora cabe a cada um decidir se quer continuar agarrado ao ramo e transformar a sua vida num pesadelo, ou se gostaria de largar o ramo e tomar a vida nas próprias mãos. Não há nada a temer.
Eu preciso de escrever romances. Neste momento da minha vida escrever romances é algo que me faz sentir válido e me dá força para acordar de manhã, para fazer tudo o que não me apetece fazer.
Considero-me prático e funcional. Respondi sempre pelo lado do senso comum. Dizer que estava tudo bem era a minha maneira de dizer que não estava doente, que não tinha sido preso e que contava regressar a casa como combinado.
Supercérbro: Encaro cada dia como um novo mundo. Tomo atenção para não cair em maus hábitos, e se algum se instala, com facilidade lhe ponho fim. Gosto de improvisar. Abomino o tédio, que para mim significa repetição. Deixo-me atrair por coisas novas em muitas áreas da minha vida.
Supercérebro: Continuarei a evoluir durante toda a minha vida. Se aprendo uma nova aptidão, levo-a o mais longe possível. Adapto-me rapidamente à mudança. Se não sou bom numa coisa à primeira tentativa, tudo bem. Gosto do desafio. A atividade é que me faz vicejar, apenas com uma dose módica de inação.
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