Não considero ajuizado o homem que, no leito da agonia, maldiz cobardemente da sua sorte. De um mal faz dois: tortura-se e nem por isso deixa de morrer.
Quando vejo morrer um homem honesto e viverem tantos celerados, sinto bem enfaticamente a força desta passagem dos salmos: «Deus não quer a morte do pecador».
Procuro renascer todos os dias. Não concordo em morrer vivo. Sou um rebelde de paletó e gravata, grão que teima em não virar massa, pássaro que persiste no canto dentro da gaiola dos horários.