Quando nos expressamos em amor, conectamo-nos à nossa energia de origem e é aí que nos lembramos de quem verdadeiramente somos e de que somos para sempre.
No momento em que nos soubermos respeitar, saberemos respeitar os outros. Somos todos mestres. Temos todos muitas lições para dar, inúmeros contributos para doar até chegar a nossa hora.
Tudo o que somos vem de dentro. A beleza da minha vida é o que existe por dentro das feridas, o que está por baixo das fraquezas. A pureza que brota como uma luz por entre o véu do sofrimento.
De que vale uma vida inteira se não for capaz de amor? A verdade é algo que alguns julgam uma mentira escandalosa. Somos chamados a ser o milagre em que nem os nossos amigos creem.
As ideias funcionam como esposas ciumentas que fecham as cortinas e trancam o marido à chave. E essas ideias parecem entidades cansadas que dormem na cama da memória. E sucede connosco uma coisa dramática que é: cada vez mais somos quem já fomos.
Acendemos paixões no rastilho do próprio coração. O que amamos é sempre a chuva, entre o voo da nuvem e a prisão do charco. Afinal, somos caçadores que a si mesmo se azagaiam. No arremesso certeiro vai sempre um pouco de quem dispara.
Somos madeira que apanhou chuva. Agora não acendemos nem damos sombra. Temos que secar à luz de um sol que ainda não há. Esse sol só pode nascer dentro de nós.
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