A mancha do adultério em mim se alastra. Trago no sangue o crime da luxúria, pois se ambos somos um, e prevaricas, na carne trago todo o teu veneno, por teu contágio me tornando impura.
Nós sentimo-nos sempre mais jovens do que realmente somos. Trago dentro de mim próprio os meus rostos anteriores, tal como a árvore contém os seus anéis. A soma deles sou eu. O espelho apenas vê o meu rosto mais recente, enquanto que eu conheço todos os meus rostos anteriores.
O meu amigo sabe rir, eu não sei rir nem chorar; trago às costas o peso duma floresta inteira, sem saber porquê nem para quê, e caminho sem saber donde vim nem para onde vou. Tudo isto é tão feio e tão sujo e tão triste!
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