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18 Poemas

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O Futuro Sai da Fenda e da Ferida (11)

a geometria abre a linha para deixar passar a Imaginação./ O FUTURO sai da FENDA e da FERIDA./ Do que antes foi, hoje sai Sangue./ Inundar o VAZIO: o FUTURO inunda o VAZIO./ Porque todo o vazio tem...

Certeza Única é o Mal Presente (12)

Pois que nada que dure, ou que, durando,/ Valha, neste confuso mundo obramos,/ E o mesmo útil para nós perdemos/ Conosco, cedo, cedo./ / O prazer do momento anteponhamos/ À absurda cura do futuro,...

Aguardo, Equânime, o que não Conheço (13)

Aguardo, equânime, o que não conheço —/ Meu futuro e o de tudo./ No fim tudo será silêncio, salvo/ Onde o mar banhar nada./ / Ricardo Reis, in Odes / Heterónimo de Fernando Pessoa...
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O Futuro (14)

Aos domingos, iremos ao jardim./ Entediados, em grupos familiares,/ Aos pares,/ Dando-nos ares/ De pessoas invulgares,/ Aos domingos iremos ao jardim./ Diremos, nos encontros casuais/ Com outros clã...

Nas Praças (15)

Nas praças vindouras — talvez as mesmas que as nossas — / Que elixires serão apregoados? / Com rótulos diferentes, os mesmos do Egito dos Faraós; / Com outros processos de os fazer comprar, o...

Vimos do Tempo da Falta Mínima (16)

Vimos do tempo da falta mínima/ da casa construindo as folhas de quadrícula/ (quando um traço mais que expressivo preenche/ o vazio de uma folha)/ nem beleza nem fim/ nem número ordenador como fa...
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Paz aos Mortos (17)

Detestei sempre os arquitectos de infinito:/ como é feio fugir quando nos espera a vida!/ Nunca tive saudades do futuro/ e o passado... o passado vivi-o, que fazer?!/ - e não gosto que me ordenem v...

Pilotagem (18)

E os meus olhos rasgarão a noite;/ / E a chuva que vier ferir-me nas vidraças/ Compreenderá, então, a sua inutilidade;/ / E todos os sinos que alimentavam insónias/ hão-de repetir as horas mort...
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