Opinião de Leitura
Um homem: Klaus Klump Um homem: Klaus Klump

Autor: Tavares, Gonçalo

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Opinião

«Em tempo de guerra não há conversas, apenas informações. Frases rápidas e curtas.»

Sétima obra de Gonçalo M. Tavares. Cenário de guerra, de devastação. Um país é invadido, destruído. Até a música é instrumento de agressão: nas ruas soam composições da força invasora, aniquilando os seus habitantes. A resistência torna todos os homens fortes, porque o medo passa a ter um papel secundário.

A violência está nos episódios narrados, mas também na linguagem seca e avitaminada com que se desenrola todo o livro. Sem diálogos, sem adjectivos: a guerra e a humilhação dos mais fracos minimizam o colorido das palavras, assimilam os substantivos, os factos.

O amor torna-se algo estranho, que não se consegue separar da violência. Durante a guerra, os seres vão sendo desprovidos de emoções, tentando sobreviver, apenas, uns resistindo, outros resignando-se. O que restará depois da guerra, que sentimentos virão à tona, que nação ressurgirá das ruínas sociais?


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