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Feira do Livro 2003
Excerto
"A Caverna das Ideias é uma história intrigante:
vários jovens, alunos da Academia do filósofo Platão, são assassinados selvaticamente. Diágoras, professor daqueles jovens, encarrega Heracles Pontor, o Decifrador de Enigmas, de descobrir a verdadeira causa das mortes. Acontece que, mesmo depois de expor a solução do crime, Heracles desconfia ter sido enganado pelas aparências.
O tradutor decifra A Caverna das Ideias, perseguindo obsessivamente uma possível mensagem oculta. Acontece que, mesmo depois de expor a solução do texto, o tradutor desconfia ter sido enganado pelas aparências.
O autor desconfia que o próprio livro é uma aparência.
... e os leitores reformulam calmamente as suas prórpias hipóteses ao longo destes 12 inesquecíveis capítulos, julgando que ocupam o único lugar seguro."
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Alguém para o Tradutor:
"Ah, a literatura!... - exlamou. - Meu amigo, ler não é pensar a sós: ler é dialogar! Porém o diálogo da leitura é um diálogo platónico: o teu interlocutor constitui uma idéia. Contudo não se trata de uma idéia imutável: ao dialogares com ela, modifica-la, torna-la tua, chegas a acreditar na sua existência autónoma..."