Opinião
Luis Sepúlveda, neste livro, brinda-nos com três histórias policiais cujos "heróis" têm um pouco de Philip Marlowe ou de Humphrey Bogart.
No entanto sob o estilo policial negro norte-americano, o autor não deixa de tocar em dois dos temas que lhe são queridos: a ecologia e a denúncia da ditadura dos militares chilenos após o golpe militar que derrubou Allende.
Este livro talvez não tenha a beleza poética que podemos encontrar noutros livros de Sepúlveda, mas é de muito agradável leitura; e tal como os outros lê-se num só folego.
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Com Diário de um Killer Sentimental, Jacaré e Hot Line - três novelas que foram previamente publicadas em folhetim nos jornais "El Mundo" e "El País" e que aqui se agrupam sob a forma de livro - Luis Sepúlveda regressa ao género policial que já havia abordado com sucesso em Nome de Toureiro.
Escritor multifacetado, que domina com igual mestria o romance de recorte clássico, o relato de viagens ou o conto infantil, Sepúlveda encontra no chamado género "negro" o veículo ideal para, simultaneamente, dar guarida à sua inesgotável veia de contador de histórias e à sua preocupação pelos condicionalismos sociais.
Aqui ficam, pois, três "pérolas negras": para deleite dos milhares de leitores que já fizeram de Luis Sepúlveda o mais "português" dos escritores latino-americanos.