Opinião
Nos trinta e cinco contos que compõem este livro, Mia Couto traça o retrato de um povo e da sua identidade cultural. Utiliza para isso a fantasia que, naquela escrita africana prenhe de neologismos, possui um encanto muito próprio.
O corpo humano e a sua ligação à terra, são uma constante nestas histórias, onde as pessoas ganham raízes, ou se somem no ar qual pássaro exótico.
Parte significativa destas histórias inspirou-se na tradição popular.