Opinião
Na sua velha casa, na companhia da sua mulher asmática, o Coronel aguarda há quinze anos uma carta: a pensão a que tem direito pelos anos de guerra.
No meio dos seus parcos haveres, resta um galo de luta, herdado do filho morto pela polícia fascista, e duas esperanças: que um dia lhe paguem o que lhe devem e que os 20% das apostas no galo, o tirem da miséria.
Um belo retrato de uma miséria profunda mas digna. A ler.