Opinião
É daqueles livros que não deixam ninguém indiferente, o que não quer dizer que reúna facilmente consensos. É uma escrita de grande qualidade mas muito crua, apesar de conseguir ter muita poesia.
David era um jovem do continente, forasteiro e estranho nas ilhas, como Fábio muitos anos depois. O Rapaz era mais novo que ele, mas depressa se fortaleceu uma forte amizade.
Ruivo era um polícia, um polícia que Manuella cavalgava com orgiástico sucesso. Mas era alguém que escondia uma carta faz muito tempo, uma carta com os cantos humedecidos do mar.
E, neste livro que se aprende a gostar à medida que o lêmos, fica uma dúvida, uma dúvida sem resposta: qual a fronteira onde se distingue a amizade do amor?
Leiam, vale a pena!
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Romance de uma intensidade feroz capaz de abalar a nossa visão do mundo, das pessoas e do amor. Narrativa crua mas simultaneamente pura, uma vertigem de sentimentos com uma dimensão espiritual e que, por isso, tem de ser engolida pelo mar, pelo inexplicável. O Mar Por Cima é um desafio à nossa tolerância e aos nomes dos nossos sentimentos.