Opinião
Jesus era o Director de Recursos Humanos de uma grande empresa de papel, até que as políticas sociais-democratas o despedem e ele entra num delírio, num mundo irreal, no mundo de Olegário, personagem tonta das histórias que Jesus conta ao seu filho.
É nesta nova vida, onde já pode mostrar-se como o tonto que é, que vai recordando os seus momentos de criança e descobre o morto, mais tarde o bastardo e o invisível, verdadeiro exército de heterónimos que o acompanham na sua viagem mística à ilha da Madeira.
Tudo isto é conseguido com a ajuda preciosa e miraculosa do seu bigode.
O livro é fabuloso e no fim resta apenas uma dúvida, qual dos dois mundos afinal é que é real.