Opinião
Este livro-estreia na poesia de Maria João Cantinho, mereceu uma menção honrosa no prémio revelação de poesia da Associação Fernando Pessoa 2001. E basta desfolhá-lo para perceber a justeza de tal menção.
É um livro onde a poesia ronda sobre a perda, a chuva e a nostalgia. No seu modo suave mas firme, numa linguagem cheia de imagens, Maria João escreve belissimamente.
Deixo aqui uma pequeníssima amostra, apenas para aguçar o apetite:
Há uma gaivota de asas tristes
que me visita, todas as noites
percorrendo a brancura das ondas,
voando lentamente
até ao meu país de silêncio.
Refira-se ainda, que esta poetisa, é uma internauta confessa e colaboradora de sites tão famosos como a magazine virtual Storm ou de sites "amigos" como o de Avelino Rosa.