Opinião de Leitura
O Livro dos Illuminati O Livro dos Illuminati

Autor: Wilson, Robert

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Opinião

   Os Illuminati são capazes de ser a única verdadeira sociedade secreta existente nos nossos dias. Não se sabe quem são, onde se situam e o que fazem. A sua origem perde-se no tempo. Existe quem diga que foram formados por Hassan I Sabbah, líder da seita Hashishin; existe quem diga que foram formados na Itália medieval e daí o seu nome; existe quem diga que existe uma ramificação na Baviera. Existe quem diga que estão por detrás de todas as conspirações efectuadas contra dirigentes de estado e que ainda hoje poderão controlar os grandes banqueiros, inclusive o "sagrado" Banco do Vaticano. Existe quem diga que Robert Anton Wilson (R.A.W.) pertence e é mesmo a "cabeça" dos Illuminati, tendo recebido acusações de que a sua sátira Illuminatus apenas serviu para lançar desinformação e tornal visível a organização.
   A ortodoxia diz-nos que deveremos acreditar em coisas absolutas como, por exemplo, o conceito de Deus, e sendo assim a maior parte da humanidade acredita, não tendo em conta que muitas vezes o absoluto é um "absurdo". Aliás, n' O Livro dos Illuminati o físico Niels Bohrs diz referindo-se a um jovem físico: "A sua teoria é louca mas não é louca bastante para ser verdadeira".
   O gnosticismo ensina a duvidar, junta ao cristianismo diversos conceitos da filosofia oriental. Todos os gnósticos acreditam mas como disse Gautama Buda: «Duvidem e encontrarão a luz». Talvez por porem em causa os valores ortodoxos não sejam muito populares no ocidente.
   O Agnosticismo Transcendental ao qual R.A.W. pertence caracteriza-se por não ter crenças em dogmas ou conceitos absolutos. Os agnósticos que no limite não acreditam em nada, pensam que a realidade é relativa, pensam que a verdade não existe como coisa absoluta, pensam que é apenas possível construir modelos da realidade que, à imagem dos novos conceitos matemáticos aplicados à física quântica e relativista, deverão ser abandonados quando um melhor modelo for construído.
   Este conceito de agnosticismo transcendental está baseado na velha teoria do caos que é um fundamento da filosofia, quase religião, chamada de "discordianismo" que tem como ícone máximo a deusa grega Eris, não muito popular no seio dos deuses por fomentar a discórdia.
   Hoje em dia o caos, origem do universo, encontra-se por todo lado sendo o seu símbolo máximo a world wide web onde é possível encontrar de tudo desde a compra mais exótica à teoria de conspiração mais controversa, passando por sistemas rápidos de comunicação como e-mail e newsgroups de partilha de informação e outras realidades virtuais onde ninguém se conhece até à publicidade abusiva dos pop-ups e a eterna desinformação estatal e corporativa que tem como finalidade continuar a criar "homens-robot" sem ideias próprias que sigam religiosamente o líder. O perigo, no entanto, foi já anunciado pelos escritores de ficção científica com representação máxima no filme 2001 - Odisseia no Espaço de Stanley Kubrick onde o computador se torna "louco", apenas porque aprende a pensar, contrariando as ordens do criador.
   É esta a desordem ou discórdia que R.A.W. e outros colaboradores n' O Livro dos Illuminati defendem ao reciclar conceitos muitas vezes escondidos no inconsciente colectivo e ao apontar algumas pistas ou teorias para o futuro próximo; é tudo isto que os líderes e corporações mais temem. Então, como diz Hakim Bey: disfarcem-se, arranjem pseudónimos e criem entidades alternativas.

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