Herberto Helder

Portugal
23 Nov 1930 // 24 Mar 2015
Poeta

4 Poemas



O Amor em Visita (1)

Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra/ e seu arbusto de sangue. Com ela/ encantarei a noite./ Dai-me uma folha viva de erva, uma mulher./ Seus ombros beijarei, a pedra pequena/ do sorriso d...

Sobre um Poema (2)

Um poema cresce inseguramente/ na confusão da carne,/ sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,/ talvez como sangue/ ou sombra de sangue pelos canais do ser./ / Fora existe o mundo. Fora, a esp...

A Bicicleta pela Lua Dentro - Mãe, Mãe (3)

A bicicleta pela lua dentro - mãe, mãe -/ ouvi dizer toda a neve./ As árvores crescem nos satélites./ Que hei-de fazer senão sonhar/ ao contrário quando novembro empunha -/ mãe, mãe - as tellhas dos ...

No Sorriso Louco das Mães (4)

No sorriso louco das mães batem as leves/ gotas de chuva. Nas amadas/ caras loucas batem e batem/ os dedos amarelos das candeias./ Que balouçam. Que são puras./ Gotas e candeias puras. E as mães/ apr...


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Mais do que Amor

O amor veio afirmar todas as coisas velhas de cuja existência apenas sabia sem nunca ter aceito e sentido. O mundo rodava sob seus pés, havia dois sexos entre os humanos, um traço ligava a fome à sac...

A Armadilha da Identidade

A mais perigosa armadilha é aquela que possui a aparência de uma ferramenta de emancipação. Uma dessas ciladas é a ideia de que nós, seres humanos, possuímos uma identidade essencial: somos o que som...
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