valter hugo mãe

Portugal
n. 25 Set 1971
Escritor

6 Poemas



brincávamos a cair nos braços um do outro (1)

brincávamos a cair nos/ braços um do outro, como faziam/ as actrizes nos filmes com o marlon/ brando, e depois suspirávamos e ríamos/ sem saber que habituávamos o coração à/ dor. queríamos o amor um ...

nenhum amor escapa impune (2)

deixa-me perguntar se te/ pareço tão assustado assim. Não/ me sinto deslocado, talvez curioso, mas/ nem surpreso. algo em ti me puxa/ sempre ao sentimento, mesmo antes de/ te conhecer, lembras-te, um...

o homem que já não sou (3)

não me olhes agora que estou/ mais velho e não correspondo em/ nada ao homem que/ amaste, procura encarar a tristeza/ sem me incluíres, seria demasiado/ cruel que me usasses para a/ dor. para ti/ qui...

poema sobre o amor eterno (4)

inventaram um amor eterno. trouxeram-no em braços para o meio das pessoas e ali ficou, à espera que lhe falassem. mas ninguém entendeu a necessidade de sedução. pouco a pouco, as pessoas voltaram a c...

modo de amar (5)

prometo ser-te fiel se mo fores/ também, não é certo que mo venhas a/ ser. por isso, já to perdoo/ / prefiro partir assim para o resto da/ vida. assim, com os olhos abertos à/ frustração e talvez à v...

a capitalização do amor (6)

não escondemos que aprendemos a/ capitalizar o amor, entregando/ amplamente os nossos melhores/ momentos às raparigas mais carentes./ o amor, sabemos bem, é o caminho directo/ para a inutilidade, e n...


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Os Conselhos Mais Absurdos

As pessoas trocavam os conselhos mais absurdos. Incapazes de se escutarem, passavam as conversas a falar de si próprias, em apaixonadas manifestações de egotismo que tornavam insuportáveis até os enc...

Memória doutro Rio

São muito vastas as noites de insónia, quase sempre atravessadas por um rio. Quando não chove, confusamente dispo-me atrás dos amieiros e abandono-me à corrente. Sigo para o sul, que é para onde corr...
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