6 Poemas



Irmão, Irmãos (1)

Cada irmão é diferente./ Sozinho acoplado a outros sozinhos./ A linguagem sobe escadas, do mais moço,/ ao mais velho e seu castelo de importância./ A linguagem desce escadas, do mais velho/ ao mísero...

na hora de pôr a mesa, éramos cinco (2)

na hora de pôr a mesa, éramos cinco:/ o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs/ e eu. depois, a minha irmã mais velha/ casou-se. depois, a minha irmã mais nova/ casou-se. depois, o meu pai morreu. hoj...
A Criança em Ruínas

Família (3)

Três meninos e duas meninas,/ sendo uma ainda de colo./ A cozinheira preta, a copeira mulata,/ o papagaio, o gato, o cachorro,/ as galinhas gordas no palmo de horta/ e a mulher que trata de tudo./ / ...

Tio e Sobrinho (4)

À memória de/ Manoel José da Costa Filho/ / 1./ / Onde a Mata bem penteada/ do trópico açucareiro,/ o tio-afim, mais a fim/ que outros de sangue e de texto,/ dava ao sobrinho menino/ atenção ...

Soneto a Vermeer (5)

De luto, a minha avó costura à máquina,/ e gira um cata-vento em plena sala./ Vejo seu rosto, sombra que a janela/ corrompe contra um pátio amarelado/ / de sol e de mosaicos. Sobre a mesa,/ a tesoura...

Alexandrina, Como Era (6)

Minha tia Alexandrina bebia café/ meia tigela de manhã e meia de tarde/ o que dava mais dum litro./ Com esse rio de fogo correndo no seu corpo/ punha ela dez filhos fora de casa/ e lavava dez sobrado...


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A Escrita Exige Sempre a Poesia

Sou escritor e cientista. Vejo as duas actividades, a escrita e a ciência, como sendo vizinhas e complementares. A ciência vive da inquietação, do desejo de conhecer para além dos limites. A escrita ...

A Revitalização da Vida

O primeiro contacto com os mistérios da vida foi-me dado pela minha mãe, através das leituras diárias que ela me fazia da mitologia grega. Então eu habituei-me a venerar as forças naturais e devo diz...
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