Alexandre O'Neill

Portugal
19 Dez 1924 // 21 Ago 1986
Poeta

5 Textos



Os Convencidos da Vida (1)

Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à von...

Não Deixes Que Metam o Nariz na Tua Vida (2)

Quando falas ou simulas falar de ti próprio e amalgamas passado, presente, futuro, há sempre os que perguntam se o que contaste é verdade ou não. Nunca indagam se vai ser verdade. O que lhes i...

Idiotia e Felicidade (3)

Como pode ser-se idiota e, ao mesmo tempo, feliz, pergunta-me um leitor? Pois explico já. A idiotia e a felicidade são ideias muito vagas, difíceis de cingir em conceitos de circulação universal, dig...

Besta Célere (4)

Há quem lhe chame, por brincadeira, besta célere para caracterizar a qualidade mediana (tomada por média) desse produto cultural (agora é tudo cultural!) e, ao mesmo tempo, a rapidez com que e...

Desaprender (5)

Há uma altura em que, depois de se saber tudo, tem de se desaprender. Sucede assim com o escrever. Com o escrever do escritor, entenda-se. Eu, provavelmente poeta, estou a aprender a... desaprender. ...


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Preciso de Ti para Ser Eu

Ser quem sou passa por ser capaz de criar ligações ao outro, com o outro e para o outro. Só há pessoas porque há relações. A minha existência é constituída pelos caminhos que sonho, construo e percor...

A Curiosidade

A curiosidade, instinto de complexidade infinita, leva por um lado a escutar às portas e por outro a descobrir a América: — mas estes dois impulsos, tão diferentes em dignidade e resultados, brotam a...
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