Florbela Espanca

Portugal
8 Dez 1894 // 8 Dez 1930
Poetisa

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230 Citações

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Se eu tivesse saúde e dinheiro e andasse, como elas andam, a aparecer em toda a parte e a receber em suas casas toda a gente de influência nos jornais, já falavam de mim porque isto é assim: quem não aparece, esquece.

Correspondência (1930)
Não quero criar em volta do meu trabalho a mais leve sombra de escravidão. Conheço-me; nunca mais faria nada de jeito.

Correspondência (1928)
O meu talento!... De que me tem servido? Não trouxe nunca às minhas mãos vazias a mais pequenina esmola do destino.

Correspondência (1930)
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Onde estás ó meu amor,
Que te não vejo aparecer?
Para que quero eu os olhos
Se não servem para te ver?

Que me importa a luz suave
Dos olhos que o mundo tem?
Não posso ver os teus olhos
Não quero ver os de ninguém.

Quadras
São sempre os que eu recordo que me esquecem... Mas digo para mim: «não me merecem». E já não fico tão abandonada! Sinto que valho mais, mais pobrezinha: que também é orgulho ser sozinha, e também é nobreza não ter nada!

Citado por Agustina Bessa-Luís
Em tudo eu vejo sempre os antecedentes, as consequências, as razões e as causas: sou como as crianças que desmancham o brinquedo que as entretém só pelo prazer de saber o que está dentro. Apesar do meu tradicional horror às ciências positivas, eu tenho uma grande dose de positivismo e a ciência a que na vida ligo maior importância é a matemática.

Correspondência (1920)
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Conheço maus, egoístas, estúpidos, velhacos, desgraçados, indiferentes, mas santos não os conheço, e creio bem que não é espécie oriunda desta terra.

Correspondência (1916)
Não ligo assim uma importância por aí além a esta coisa complicadíssima a que se chama vida, quer ela decorra no meio de fantásticas alegrias, quer se arraste por entre as mágoas e os desalentos que são, afinal de contas, o pão de cada dia de quase todos nós.

Correspondência (1930)
Dizes contentar-te com pouco; é essa, na realidade, a suprema sabedoria mas eu fui sempre a grande revoltada e a grande ambiciosa que só quer a felicidade quando ela seja como um turbilhão que dê a vertigem e que deslumbre!

Correspondência (1920)
Eu não sou de ninguém!... Quem me quiser há-de ser luz do Sol em tardes quentes... Há-de ser Outro e outro num momento! Força viva, brutal, em movimento, astro arrastando catadupas de astros!

Citado por Agustina Bessa-Luís
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