Nem o perfume dos cravos,/ Nem a cor das violetas,/ Nem o brilho das estrelas,/ Nem o sonhar dos poetas,//
Pode igualar a beleza/ Da primorosa flor,/
Que abre na tua boca/ O teu riso encantador.
Onde estás ó meu amor,/Que te não vejo aparecer?/ Para que quero eu os olhos/
Se não servem para te ver?//
Que me importa a luz suave/ Dos olhos que o mundo tem?/ Não posso ver os teus olhos/ Não quero ver os de ninguém.
Bendita seja a desgraça,/ Bendita a fatalidade,/ Benditos sejam teus olhos/ Onde anda a minha saudade//
Não há amor neste mundo/ Como o que eu sinto por ti,/ Que me ofertou a desgraça/ No momento em que te vi.
Desde que o meu bem partiu/ Parecem outras as cousas;/ Até as pedras da rua/ Têm aspecto de lousas!//
Quando por acaso as piso,/ Perturba-me um tal mistério!.../ Como se pisasse à noite/ As pedras dum cemitério...
Não sei se tens reparado/ Quando passeia, o luar/ Pára sempre à tua porta/ E encosta-se a chorar;//
E eu que passo também/ Na minha mágoa a cismar/ Paro junto dele, e ficamos/ Abraçados a chorar!
O Citador é o maior site de citações, frases, textos e poemas genuínos e devidamente recenseados em língua portuguesa. Desde o ano 2000 que o Citador recolhe conteúdos directamente das fontes bibliográficas, sem recorrer a cópias de outros sites ou contributos duvidosos a partir de terceiros. Tem atenção aos Direitos de Autor.