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Cardoso , Miguel Esteves

Casamento

Os casamentos estão para os números e para a sorte como as rifas e as lotarias. Havendo amor, passa-se a semana a pensar que se vai ganhar e depois há um dia em que se perde - quando há discussões - seguido de mais uma semana com uma nova esperança. O amor está lá sempre, quer se ganhe ou se perca. O amor corresponde ao jogo em si. Há jogos sucessivos com resultados diferentes, mas o jogo é sempre o mesmo. Aos jogadores apenas se pede o impossível, facilmente concedido: acreditar que podem ganhar.

Jornal Público, 30 Set 2011

Cardoso , Miguel Esteves

Amor

O amor é uma coisa muito estranha, que todos os dias nos acorda, depois de sonhos inequívocos, a lembrar-nos que estamos condenados à pessoa que amamos. E ficamos, por estarmos apaixonados, convencidos. Que o nosso inteiro coração, por estar ocupado por ela, está entregue a expandir-se ilimitadamente por causa disso, por uma só pessoa.

Jornal Público,31 Jul 2011

Cardoso , Miguel Esteves

Amor

O tempo o amor começam enquanto continuam. É quando o amor continua que se está mais apaixonado.

Jornal Público,31 Jul 2011
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Acho que quando nos casamos é para ter filhos. (...) Verá como é doce ocuparmo-nos das nossas crianças, e espero de todo o meu coração que esta ocupação lhe chegará brevemente. (...) Ter filhos é na verdade a maior felicidade que possa acontecer a uma jovem mulher. (...) Acho que quando se ama o nosso marido, deseja-se e gosta-se de os ter.

Cartas à rainha Vitória (1840)
Ao começar as minhas campanhas oceanográficas, dediquei-me desde logo quase exclusivamente ao estudo dos peixes que obtive, e fui levado principalmente a esta especialização de estudo, por ver a grande importância das pescarias da nossa costa, e acreditar que, talvez por um estudo metódico da distribuição e das épocas de passagem das diferentes espécies nas nossas águas, melhores resultados ainda pudessem ser obtidos.

(1903) - Citado em El-Rei D. Carlos - Memória Viva, Lisboa, Inapa, 1991
Também li os jornais Dia e Novidades. Vêem, como era natural, destemperados. Os Republicanos era natural saltassem de todo. Quanto ao Correio da Noite, acho-o um pouco mais manso do que eu imaginava que ele viesse. Século e Notícias parecem-me estar «à capa», a ver em que isto pára. Estou ainda convencido que se houver juízo ainda se poderá vencer mais esta campanha, o que é preciso é não perder os Dissidentes de vista porque podem fazer um disparate qualquer.

(1907) Carta ao Conde de Arnoso
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A primeira etapa está transposta com muitas dificuldades e com tantas coisas estranhas que não posso narrar-lhas, mesmo a si. (...) Como gente que se vê perdida, os meus adversários recorrem a todas as armas, até mesmo as mais infames. Tudo lhes serviu. (...) A fenomenal inépcia da maior parte dos nossos adversários, que dá como resultado prático que, sendo-se um pouco hábil, quase todos os golpes se voltarão contra eles próprios. (...) Creio que com um pouco de firmeza e habilidade, assim continuará até ao fim.

(1907) Carta à duquesa de Uzès, aristocrata francesa
Mal chegado já te escrevo para te dizer quanto penso em ti. Quando se está longe é que se vê como se ama. Como é triste não te ver e não ouvir a tua boa vozinha a dizer-me querido marotinho. Maria eu amo-te tanto e tu és tão boa. Quando eu te não tenho junto de mim não encontro prazer em nada. Eu olhava neste momento o teu retrato que me dava tanto gosto antes de te conhecer e que agora só me diz que estou longe de ti. Adeus querido amor. Pensa em mim como eu penso em ti.

Carta a D. Maria Pia (1863)
Os crimes da república, tornados possíveis pela desgraçada incapacidade monárquica e pela indiferença da maioria dos portugueses, estão agora dando o seu fruto, que, quando absolutamente maduro, será a derrocada de tudo! (...) É uma profunda tristeza e por ora não vejo o remédio ao mal profundo que está matando o país, pois, com mágoa o digo, os portugueses estão-se parecendo com os macacos do Brasil quando caem num rio, põem as mãos na cabeça, vão para o fundo da água e morrem afogados.

Carta ao Conde de Tarouca (1924)
É indispensável mostrar que a Causa Monárquica está viva e que não é simplesmente uma relíquia do passado. Podemos representar um grande papel, se a Causa se organizar: a ditadura militar que devemos continuar a apoiar, carece de uma força que não tem, e que nós, estando organizados, lhe podemos dar; a ditadura não poderá durar sempre, e terá de ser sucedida por qualquer coisa.

Carta a João Azevedo Countinho (192?)
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