Mim - Frases e Citações

198 Citações

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Antunes , João Lobo

Ser Humano

Tornou-se cada vez mais aparente para mim que o cumprimento da verdade no juízo que fazia de mim próprio e dos outros nascia também de uma imperiosa necessidade biológica. (...) Vai-se no caminho da biologia como a grande ciência unificadora. Embora custe a acreditar que todo o fenómeno global seja explicável desta maneira. Se for assim, perde-se muito o encanto.

Entrevista Diário de Notícias (2001)

Antunes , João Lobo

Mulher

As mulheres são muito mais interessantes que os homens. (...) Se calhar porque eu próprio sou capaz de ter um temperamento feminino nalgumas coisas, não me custa a admitir. Tenho uma sensibilidade feminina. Já ouvi dizer que o meu irmão António escreve sobre as mulheres com uma enorme compreensão. Há uma superioridade biológica da mulher, na aparente fragilidade. É um tempero de emoção e inteligência, ou cozinhado do que somos, que a mim me agrada mais.

Entrevista Diário de Notícias (2001)

Antunes , João Lobo

Pais

Tenho reparado na diferença que há entre um amor de um pai ou de uma mãe para um filho ou uma filha, e no amor de um filho ou de uma filha para um pai ou uma mãe. Ou seja, isto é não é uma reacção química de sentido igual. Em relação ao amor de pai ou mãe para filho ou filha é de uma enorme inquietação e vigilância constante na sua expressão normal. O de filho ou filha para pai ou mãe é, até na experiência de mim próprio, um amor de um laço biológico que muitas vezes quer estirar, para ver até onde dá. Quer renegar e partir.

Entrevista Diário de Notícias (2001)
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Antunes , João Lobo

Linguagem

Nunca fui capaz de usar frases mal construídas, quando conversava com um doente ou qualquer pessoa. É em mim natural esse apurar do discurso. A linguagem ensina-nos a pensar.

Entrevista Jornal de Letras (2015)

Antunes , João Lobo

Políticos

A minha primeira palavra é de respeito para os que conseguem ser políticos. Qualquer cargo desta natureza é de uma enorme delicadeza e complexidade. Tenho encontrado muitos com sentido de Estado e do dever. Nutro uma enorme admiração pelo poder autárquico, tendo-me cruzado, ao longo destes anos, com gente admirável e empenhada. Independentemente dos pecadilhos que possam ter, seja de ambição pessoal, vaidade, etc. Isso a mim não me interessa. Um político vale basicamente pela obra, o que não quer dizer que aprove todas as maneiras de a colocar em prática.

Entrevista Ensino Magazine (2009)

Andresen , Sophia

Mulher

Eu penso que há uma diferença entre o homem e a mulher, e os feminismos não podem... Para mim o machismo não é considerar que há uma diferença entre o homem e a mulher, o machismo é tentar fazer um negócio dessa diferença... Os feminismos são teorias. Eu acho que a teoria na nossa época tem desempenhado um papel terrível na política, tem desempenhado um papel terrível na arte, e também na vida... A vida tem sido muito sacrificada à teoria...

Entrevista ao JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, 16 de Fevereiro a 1 de Março de 1982
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Andresen , Sophia

Literatura

a literatura actual é uma literatura muito esvaziada, parece que as pessoas não têm nada para dizer. É rara uma história que seja realmente uma história, quer dizer: uma narração de actos com significado. Muitas vezes a história não tem sentido. Para mim a história faz parte da revelação do real. E uma história que faça parte desta revelação e da natureza das coisas, é rara. e eu penso que é por os escritores se desentranharem em análises e explicações, lerem muitas teorias.

Entrevista ao JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, 25 de Junho a 1 de Julho de 1991

Andresen , Sophia

Escrita

Para escrever é preciso ser impessoal. A arte é uma mimesis que só se dá quando o artista põe o eu entre parêntesis. É um bocado, de facto, uma teoria da despersonalização. Além disso não gosto de falar de mim própria, coisa que não leva a nada, porque a pessoa que escreve procura, de facto, intuitivamente, tornar-se uma página em branco, criar em si própria um certo vazio.

Entrevista ao JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, 25 de Junho a 1 de Julho de 1991
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