Bendita seja a desgraça,/ Bendita a fatalidade,/ Benditos sejam teus olhos/ Onde anda a minha saudade//
Não há amor neste mundo/ Como o que eu sinto por ti,/ Que me ofertou a desgraça/ No momento em que te vi.
Tanto ódio e tanto amor/ Na minha alma contenho;/ Mas o ódio inda é maior/ Que o doido amor que te tenho//
Odeio teu doce sorriso,/ Odeio o teu lindo olhar,/ E ainda mais a minha alma/ Por tanto e tanto te amar!
Quando o teu olhar infindo/ Poisa no meu, quase a medo,/ Temo que alguém adivinhe/ O nosso casto segredo.//
Logo minha alma descansa;/ Por saber que nunca alguém/ Pode imaginar o fogo/ Que o teu frio olhar contém.
Não sei se tens reparado/ Quando passeia, o luar/ Pára sempre à tua porta/ E encosta-se a chorar;//
E eu que passo também/ Na minha mágoa a cismar/ Paro junto dele, e ficamos/ Abraçados a chorar!
O Citador é o maior site de citações, frases, textos e poemas genuínos e devidamente recenseados em língua portuguesa. Desde o ano 2000 que o Citador recolhe conteúdos directamente das fontes bibliográficas, sem recorrer a cópias de outros sites ou contributos duvidosos a partir de terceiros. Tem atenção aos Direitos de Autor.