Onde - Frases e Citações

420 Citações

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Espanca , Florbela

Alma

A alma do homem, tão insignificante, sente-se às vezes ultrapassar o mistério infinito da própria existência e procura ansiosa um infinito maior ainda, onde perder-se; é nessas horas que o homem se sente perdoado do nefando crime de ser homem.

Contos - O Regresso do Filho (O Dominó Preto)

Espanca , Florbela

Amor

Onde está ela, Amor, a nossa casa, o bem que neste mundo mais invejo?

Citado por Agustina Bessa-Luís

Espanca , Florbela

Escrita

Tenho dois livros: um de prosa, outro de versos, na gaveta, onde provavelmente ficarão todo o resto da minha vida, pois a minha incapacidade perante a vida prática é cada vez maior, e a minha triste qualidade de inadaptável é cada vez mais forte.

Correspondência (1930)
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Espanca , Florbela

Morte

Os mortos não voltam, e é melhor que assim seja... Que vergonha se voltassem! Onde há por aí uma alma de vivo que se tivesse mantido digna de semelhante prodígio?... Eles vão, e a gente fica, e ri, e canta, e deseja, e continua a viver! Mutilados, amputados, às vezes do melhor de nós mesmos, a gente é como estes vermes repugnantes que, cortados aos pedaços, criam novas células, completam-se e continuam a rastejar e a viver! É uma miséria, é, mas é assim!

Contos - Os Mortos não Voltam (As Máscaras do Destino)

Espanca , Florbela

Noite

Este anoitecer vai ser divino, como deves calcular. Foi sempre a minha hora de tragédia, a hora dos meus nervos dolorosos, dos meus pensamentos doidos; foi sempre, a noitinha, o meu grande calvário onde sobem devagarinho, em passos lentos, todas as minhas dores de muitos anos, todas as mágoas que me têm dado, e é nesta hora que eu rezo o meu verso, não sei de que soneto: "Ergue-se a minha cruz dos desalentos".

Correspondência (1920)

Espanca , Florbela

Nostalgia

Eu quero desaprender, quero não saber, quereria mesmo não saber ler nem escrever a minha própria língua. Eu sei lá o que queria! Não faça caso do meu mau humor de hoje: a pantera está rabugenta e tem agora, neste mesmo momento em que a noite se vai cerrando, a nostalgia das clareiras das suas florestas onde a esta mesma hora acordava, se espreguiçava, lançava o seu rugido e, de rins flexíveis, esbelta como uma onda, lá ia em busca de presa ou de amor...

Correspondência (1930)
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Espanca , Florbela

Tristeza

O meu amigo sabe rir, eu não sei rir nem chorar; trago às costas o peso duma floresta inteira, sem saber porquê nem para quê, e caminho sem saber donde vim nem para onde vou. Tudo isto é tão feio e tão sujo e tão triste!

Correspondência (1930)

Espanca , Florbela

Vida

Na estrada da vida os caminhantes passam de olhos vendados. Onde vamos?

Pensamentos (manuscrito)

Espanca , Florbela

Cartas de Amor

Onde estás ó meu amor,/Que te não vejo aparecer?/ Para que quero eu os olhos/ Se não servem para te ver?// Que me importa a luz suave/ Dos olhos que o mundo tem?/ Não posso ver os teus olhos/ Não quero ver os de ninguém.

Quadras

Espanca , Florbela

Cartas de Amor

Bendita seja a desgraça,/ Bendita a fatalidade,/ Benditos sejam teus olhos/ Onde anda a minha saudade// Não há amor neste mundo/ Como o que eu sinto por ti,/ Que me ofertou a desgraça/ No momento em que te vi.

Quadras
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