Por um lado não posso deixar de escrever. Por outro, reconheço que não tenho já nada a dizer. Então tiro a média e ponho-me sobretudo a imaginar o que deveria escrever.
Há quem pense que nada se move neste mundo sem licença da mulher. Do mais não sei; mas de guerra posso afirmar que nunca as houve, nem é possível haver, quando o não queira a soberana saia.
Por maior que seja a avidez do meu conhecimento, não posso retirar das coisas mais do que aquilo que me pertence já; o que é dos outros, continua nelas. Como um homem pode roubar ou assaltar!
Eu, e não os acontecimentos, têm o poder de me fazerem sentir feliz ou infeliz hoje. Eu posso escolher como é que quero estar. O ontem está morto, o amanhã ainda não chegou. Eu tenho apenas este dia, o de hoje, e vou ser feliz enquanto este decorrer.
Não preciso de conselhos. E não mos dêem porque me irritam. Irritam porque quem está dentro do trabalho sou eu. Posso estar equivocado, mas é um equívoco que resulta naturalmente do próprio trabalho.
Eu não sou um exemplo do que é viver neste mundo. Sou um privilegiado. Mas não posso estar contente. O mundo é o inferno. Não vale a pena ameaçarem-nos com outro inferno porque já estamos nele. A questão é saber como é que saímos dele.
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