Camilo Pessanha

Portugal
7 Set 1867 // 1 Mar 1926
Poeta

29 Poemas

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Quem Rasgou os Meus Lençóis de Linho (11)

Quem poluiu, quem rasgou os meus lençóis de linho,/ Onde esperei morrer, meus tão castos lençóis?/ Do meu jardim exíguo os altos girassóis/ Quem foi que os arrancou e lançou no caminho?/ / Quem quebr...

Se Andava no Jardim (12)

Se andava no jardim/ Que cheiro de jasmim!/ Tão branca do luar!/ ................................../ ................................../ ................................../ Eis tenho-a junto a mim./ ...

Depois da Luta e Depois da Conquista (13)

Depois da luta e depois da conquista/ Fiquei só! Fora um ato antipático!/ Deserta a Ilha, e no lençol aquático/ Tudo verde, verde, a perder de vista./ Porque vos fostes, minhas caravelas,/ Carregadas...

Estátua (14)

Cansei-me de tentar o teu segredo:/ No teu olhar sem cor, de frio escalpelo,/ O meu olhar quebrei, a debatê-lo,/ Como a onda na crista dum rochedo./ Segredo dessa alma e meu degredo/ E minha obsessão...

Em um Retrato (15)

De sob o cômoro quadrangular/ Da terra fresca que me há de inumar,/ E depois de já muito ter chovido,/ Quando a erva alastrar com o olvido,/ Ainda, amigo, o mesmo meu olhar/ Há de ir humilde, atraves...

Na Cadeia os Bandidos Presos! (16)

Na cadeia os bandidos presos!/ O seu ar de contemplativos!/ Que é das flores de olhos acesos?!/ Pobres dos seus olhos cativos./ Passeiam mudos entre as grades,/ Parecem peixes num aquário./ _ Campo f...

Canção da Partida (17)

Ao meu coração um peso de ferro/ Eu hei de prender na volta do mar./ Ao meu coração um peso de ferro... Lançá-lo ao mar./ Quem vai embarcar, que vai degredado,/ As penas do amor não queira levar.../ ...

Quando Voltei Encontrei os Meus Passos (18)

Quando voltei encontrei os meus passos/ Ainda frescos sobre a úmida areia./ A fugitiva hora, reevoquei-a,/ _ Tão rediviva! nos meus olhos baços.../ Olhos turvos de lágrimas contidas./ _ Mesquinhos pa...

Lúbrica (19)

Quando a vejo, de tarde, na alameda,/ Arrastando com ar de antiga fada,/ Pela rama da murta despontada,/ A saia transparente de alva seda,/ E medito no gozo que promete/ A sua boca fresca, pequenina,...

Voz Débil que Passas (20)

Voz débil que passas,/ Que humílima gemes/ Não sei que desgraças.../ Dir-se-ia que pedes./ Dir-se-ia que tremes,/ Unida às paredes,/ Se vens, às escuras,/ Confiar-me ao ouvido/ Não sei que amarguras....
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