Francisco Joaquim Bingre

Portugal
1763 // 1856
Poeta

40 Poemas

<< >>

Outono (11)

Com a carga de frutos maus maduros,/ Nessa estação viril entrei do Outono./ Bradou-me o Desengano, de seu trono:/ «Larga os pomos que trazes, tão impuros!/ / «Não soubeste colher outros mais puros,/ ...

Volúvel do Homem Foi Sempre a Vontade (12)

Sobre as asas do Tempo, que não cansa,/ Nossos gostos se vão, nossas paixões/ Os projectos, sistemas e opiniões/ Cos tempos que se mudam tem mudança./ / Não pode haver no mundo segurança/ Entre o vár...

À Sua Velhice (13)

Meu corpo assaz tem sido espicaçado/ Com buídos punhais, por mão da Morte,/ Que arrebatado tem, da minha corte,/ Grande rancho de quanto tenho amado./ / Não me poupa a cruel no triste estado/ Do cadu...

Retrato das Mulheres em Todas as Idades (14)

Mulher, de quinze a vinte é fresca rosa;/ De vinte, a vinte e cinco é de exp'rimenta./ De vinte cinco a trinta, a graça aumenta:/ Ditoso nesta idade quem a goza!/ / De trinta a trinta e cinco é mal g...

Aquela que Cantei na Doce Lira (15)

Aquela que cantei na doce lira,/ Que já do Tempo estragos tem sentido,/ Inda veio, com seu garbo fingido,/ Tentar meu coração, que em paz respira./ / Mas, qual duro rochedo que não vira,/ Por mais qu...

A Inocência (16)

Caminhando no mundo vai segura/ A Inocência, com grave firme passo./ Sem temor de cair no infame laço/ Que arma a traidora mão, a mão perjura./ / Como não obra mal, nem mal procura/ Para os seus seme...

À Discórdia (17)

Pouco importa amarrar com mão valente/ A Discórdia infernal, com cem cadeias,/ Que ela tem subtilezas, tem ideias/ De saber desligar-se facilmente./ / De que serve lançar limpa semente/ Em chão infec...

Podes, ó Tempo, Entrar: Eu Te Convido (18)

Podes, ó Tempo, entrar: eu te convido/ A ser hóspede meu, que eu nunca faço/ Distinção quando és bom ou mau, pois passo/ Os meus dias, de ti nunca esquecido./ / Ou me batas à porta, enfurecido,/ Envo...

Os Teus Beijos, Meu Bem, Tuas Carícias (19)

Os teus beijos, meu bem, tuas carícias,/ Teus afagos, teus íntimos abraços,/ São apertados nós que dás nos laços/ Que prendem nossas ditas vitalícias./ / Deixa gabar os deuses co'as delícias/ Que dis...

Cegos como as Peças de Ouro Reluzentes (20)

A Fama, a Glória, as Armas, a Nobreza,/ A Ciência, o Poder e tudo quanto/ Em honra e distinção, de canto a canto,/ Encerra deste mundo a vã Grandeza,/ / A Pluto, cego deus, com vil baixeza/ Adoram de...
<< >>

Facebook

Inspirações

Tornar-se Feliz

© Copyright 2003-2019 Citador - Todos os direitos reservados | SOBRE O SITE